A morte de Oscar Schmidt, aos 68 anos, nesta sexta-feira, 17, causou grande repercussão e emocionou personalidades de diferentes áreas. Pelas redes sociais, famosos prestaram homenagens ao ex-jogador, considerado um dos maiores nomes do basquete brasileiro. Irmão de Tadeu Schmidt, ele estava internado no Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba, no interior paulista.
Segundo o Corpo de Bombeiros do município, a corporação foi acionada por volta das 13h para atender a ocorrência. Oscar ainda chegou a ser levado ao hospital por uma equipe do SAMU.
Diversos artistas, apresentadores e atletas lamentaram a perda e ressaltaram a importância do eterno “Mão Santa” para o esporte nacional. Sérgio Malandro resumiu a tristeza em poucas palavras: “Triste demais”.
Ana Maria Braga também lamentou a perda e afirmou que recebeu a notícia com dor no coração. A apresentadora destacou os recordes históricos, a carreira vitoriosa e o papel de Oscar no incentivo ao esporte no país.
Celso Portiolli relembrou a convivência com o ex-atleta e exaltou sua trajetória. Segundo o apresentador, Oscar foi não apenas uma referência no basquete, mas também um exemplo de dedicação, superação e inspiração para várias gerações.
Daniele Hypolito escreveu: “Ídolos não se despedem — se tornam eternos na memória de quem aprendeu a sonhar com eles, você sempre foi uma referência pra mim. Lendas não se vão, se eternizam.”
Fátima Bernardes escreveu: “Que triste! Morreu hoje Oscar Schmidt. Um gênio do basquete. Um dos maiores do mundo. Um apaixonado por tudo que fazia. Um sorriso tão grande quanto ele. Essa foto foi nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, quando trabalhamos juntos. Meu respeito e meu carinho pra família, pro meu amigo Tadeu Schmidt e pros milhões de fãs.”
Geraldo Luís escreveu: “Meu amigo Oscar… Dentro e fora das quadras foi campeão, fez do câncer uma lição e jamais perdeu o sorriso e a vontade de viver durante todos esses anos. O grandão amou intensamente Cristina, sua esposa e amiga de caminhada, e com ela perdeu o medo da morte, como ele mesmo me disse um dia! Mais que um grande atleta, Oscar foi um GRANDE lutador de si mesmo e nunca largou sua mão e aos que ama. Deixo aqui meus sentimentos a Cristina e seus filhos, que sejam iluminados nesse momento pela providência divina. Oscar troca de plano e vai para o outro lado, onde a vida continua, mas deixa aqui seu legado e exemplo em tudo que fez e era.”
Jaqueline Carvalho escreveu: “Sua história, seu talento e tudo que você representou fica para sempre!” em homenagem a Oscar Schmidt.
Lucio Mauro Filho destacou a admiração pelo ídolo: “Um dos maiores atletas de todos os tempos. Um cara que me ensinou a ter orgulho de ser brasileiro. Um guerreiro. Não há palavras para descrever. Só gratidão. Obrigado Ídolo Oscar! Descanse em paz. Meus sentimentos aos familiares, amigos e admiradores deste grande brasileiro!”.
Nany People também se manifestou e escreveu: “Nossa lenda que viverá eternamente em nossos corações!!”.
Comunicado oficial
Em nota enviada à imprensa, a equipe de Oscar Schmidt informou, com profundo pesar, a morte de um dos maiores nomes da história do basquete mundial. O texto relembra que ele enfrentou por mais de 15 anos uma batalha contra um tumor cerebral, sempre demonstrando coragem, dignidade e resiliência.
A mensagem também ressalta que seu legado ultrapassa o esporte e seguirá inspirando atletas e admiradores no Brasil e no exterior. A despedida ocorrerá de forma reservada, apenas entre familiares, atendendo ao desejo da família por privacidade neste momento de luto.
Trajetória histórica
Reconhecido mundialmente, Oscar iniciou cedo no esporte. Aos 16 anos, mudou-se para São Paulo para integrar as categorias de base do Palmeiras. Pouco tempo depois, já vestia a camisa da seleção brasileira.
Em 1979, atuando pelo Sírio, conquistou o Mundial Interclubes. No ano seguinte, disputou a primeira Olimpíada da carreira, em Moscou.
No exterior, teve grande destaque principalmente no basquete italiano, onde atuou por mais de dez anos e consolidou seu nome entre os principais pontuadores da Europa.
Quando retornou ao Brasil, nos anos 1990, defendeu equipes como Corinthians e Flamengo. Pelo clube carioca, alcançou uma marca histórica ao se tornar o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos.
Pela seleção brasileira, participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos e se tornou o maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos. Em 1992, enfrentou os Estados Unidos do lendário Dream Team, liderado por Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird, anotando 24 pontos na partida.
Apelidado de “Mão Santa”, encerrou a carreira profissional em 14 de maio de 2003, aos 45 anos. Sua despedida aconteceu em duelo entre Flamengo e Minas Tênis Clube, em Belo Horizonte, encerrando uma trajetória de três décadas nas quadras.
Vida pessoal
Fora do esporte, Oscar também ganhou destaque como palestrante. Desde 1981, era casado com Maria Cristina Victorino. O casal completaria 50 anos de união em maio deste ano.
Ele deixa os filhos Felipe e Stephanie, além dos irmãos Luís Felipe Schmidt e Tadeu Schmidt.
Em fevereiro, quando completou 68 anos, recebeu uma homenagem do filho Felipe, que agradeceu pelos ensinamentos, conselhos e pelo exemplo de integridade deixado pelo pai ao longo da vida.