Experiências de famosas impulsionam conscientização sobre diástase abdominal

Giovanna Ewbank e Bianca Andrade estão entre as celebridades que decidiram falar publicamente sobre a condição

Reprodução/Redes Sociais
Gio Ewbank e Bianca Andrade Foto: Reprodução/Redes Sociais

Durante anos, a maternidade foi retratada de forma idealizada nas redes sociais e na mídia. Nos últimos tempos, porém, relatos mais honestos de famosas têm ampliado o debate sobre questões reais do pós-parto — entre elas, a diástase abdominal. Bianca Andrade e Giovanna Ewbank estão entre as celebridades que decidiram falar publicamente sobre a condição, ajudando a levar informação a milhares de mulheres.

Caracterizada pelo afastamento dos músculos retos do abdômen, a diástase afeta principalmente mulheres durante e após a gestação, mas ainda é cercada por dúvidas, estigmas e falta de diagnóstico. Ao compartilhar suas experiências, Bianca e Giovanna se somam a outras figuras conhecidas, como Viih Tube, Sandy, Lore Improta, Thaís Fersoza, Thaeme e Sheila Mello, que também já abordaram o tema em entrevistas ou redes sociais.

Essa visibilidade tem efeito direto na conscientização. Muitas mulheres passam a reconhecer sinais que antes eram normalizados ou ignorados, como abaulamento abdominal persistente, dores lombares e dificuldade de recuperação do core após o parto.

Para a fisioterapeuta *Carine Trindade, especialista em diástase há 17 anos e criadora do método Diástase Reset, o papel das figuras públicas é decisivo nesse processo. “Quando mulheres conhecidas falam sobre o assunto, elas validam sentimentos que muitas outras carregam em silêncio. A diástase é comum e não representa falha estética ou falta de cuidado. Com informação correta, é possível tratar e recuperar a função abdominal”, explica.

Estudos científicos mostram que o afastamento dos músculos pode atingir praticamente todas as mulheres durante a gestação, já que se trata de uma adaptação natural do corpo para acomodar o crescimento do bebê. No pós-parto, mais de 60% continuam apresentando algum grau de diástase, mesmo meses após o nascimento.

A condição, no entanto, não está restrita ao período gestacional. Pesquisas baseadas em exames de imagem indicam que cerca de 28% das mulheres adultas podem apresentar diástase fora do contexto da gravidez, influenciada por fatores como idade, índice de massa corporal e histórico gestacional.

Segundo Carine Trindade, o acesso à informação no momento certo pode evitar tratamentos desnecessários e até cirurgias. “Com acompanhamento especializado, muitas mulheres conseguem melhorar dores, recuperar a funcionalidade do abdômen e resgatar a confiança no próprio corpo por meio de abordagens não invasivas”, conclui.