Famosas podem sentir impacto direto da nova tributação em 2026; entenda o caso

Sabrina Sato e Anitta estão entre as celebridades que podem ser atingidas pelo impacto das novas regras

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Sabrina Sato e Anitta. Foto: Reprodução.

O ano de 2026 deve marcar um ponto de virada não apenas no cenário econômico do País, mas também nos bastidores financeiros do entretenimento. Celebridades como Sabrina Sato e Anitta, que construíram impérios a partir da própria imagem e operam hoje como verdadeiras empresas, estão entre os nomes que devem sentir de forma mais direta os efeitos da Reforma Tributária prevista para entrar em vigor de forma escalonada a partir deste ano.

Com campanhas publicitárias milionárias, múltiplas frentes de negócios e contratos complexos, artistas desse porte costumam estruturar seus ganhos por meio de pessoas jurídicas, um modelo que se consolidou no mercado criativo nos últimos anos. A mudança nas regras de tributação, no entanto, promete alterar esse jogo e exigir revisões profundas na forma como essas fortunas são organizadas e protegidas.

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Segundo o advogado tributarista Márcio Zamboni, o impacto será significativo porque a tributação sobre serviços no Brasil passará por uma transformação estrutural. “Hoje, artistas e profissionais liberais que faturam por meio de empresas se beneficiam de alíquotas menores, com ISS entre 2% e 5%, além da possibilidade de dedução de despesas. Com a Reforma, essa lógica muda de forma relevante”, explica.

A nova configuração não deve afetar apenas nomes do topo da indústria. Influenciadores de médio porte, músicos independentes, apresentadores e criadores de conteúdo que vivem de contratos publicitários também entram no radar das mudanças, especialmente aqueles que concentram a maior parte do faturamento em suas empresas.

Outro ponto que gera atenção no mercado é a possibilidade de tributação sobre lucros e dividendos, hoje isentos. A proposta em discussão prevê uma alíquota de 10% sobre esses rendimentos, o que pode reduzir de forma direta a renda disponível de artistas que utilizam esse modelo para organizar seus ganhos pessoais.

Para Zamboni, o impacto é especialmente sensível para quem transformou a própria pessoa física em marca. “Artistas que concentram o faturamento na empresa e depois distribuem os lucros para uso pessoal sentirão esse novo imposto de forma direta, sobretudo em estruturas criadas para tornar essa remuneração mais eficiente”, analisa.

Dessa forma, 2026 não será apenas mais um ano de grandes contratos, lançamentos e campanhas milionárias para nomes como Sabrina Sato e Anitta. A nova lógica tributária impõe um olhar mais estratégico sobre como essas artistas estruturam suas empresas, administram rendimentos e protegem patrimônio.

Referências Bibliográficas

*Márcio Zamboni é advogado formado na Universidade Paulista, pós-graduado em Direito Notarial e Registral pela Escola Paulista da Magistratura (EPM), instituição onde também estudou Direito Processual Penal, e pós-graduado em Direito Tributário pela Universidade Anhanguera.