Famosas falam sobre relações maternas e de aprendizados que atravessaram gerações

Celebridades revelam que ensinamentos influenciaram escolhas, identidade e trajetória 

Reprodução Instagram / Divulgação.
Sabrina Sato, Isabelle Drummond e Maria Beltrão. Foto: Reprodução Instagram / Divulgação.

Há aprendizados que acontecem de forma quase imperceptível. Um conselho que permanece ao longo dos anos, a maneira de lidar com desafios, a coragem de se posicionar ou de recomeçar. Entre mães e filhas, essas trocas se constroem no cotidiano, por meio de gestos, conversas e também nos silêncios.

Essa relação raramente é simples. Ela envolve afeto e tensão, admiração e questionamento, heranças e transformações. É nessa complexidade que reside sua força. Ao longo da vida, mães e filhas constroem um processo contínuo de troca, no qual ambas ensinam e aprendem, ainda que nem sempre de forma consciente. 

Em um contexto em que identidade, autonomia e pertencimento ganham espaço nas discussões sobre o que é ser mulher, observar esse vínculo contribui para compreender origens e escolhas. Mulheres como Sabrina Sato, Isabelle Drummond, Silvia Braz, Maria Braz, Maria Beltrão, Livia Nunes, Bárbara Brito, Ana Paula Carneiro, Ana Isabel de Carvalho Pinto, Gabriela Melke, Ana Elisa Setúbal, Paula Kim, Stephanie Wenk e Fernanda Marques refletem sobre o que receberam e o que ressignificaram ao longo dessa relação, marcada por uma transmissão de experiências que não se encerra, mas se transforma ao longo do tempo.

Livia Nunes
Modelo e influenciadora de moda

“A moda e a beleza sempre foram um território nosso, algo que construímos juntas ao longo do tempo. Minha mãe sempre teve um olhar muito presente, me incentivando, orientando e trazendo referências. Hoje, além desse vínculo afetivo, levo comigo os conselhos dela em cada decisão, é uma troca constante que fortalece meu trabalho e minha forma de enxergar tudo.” 

Ana Paula Carneiro
Curadora de alta joalheria e comunicadora

“Minha mãe sempre foi uma grande inspiração, o tipo de exemplo que qualquer filho gostaria de ter dentro de casa. Sempre foi extremamente protetora e, mesmo passando por muitos desafios, principalmente financeiros e emocionais, nunca deixou que nada faltasse para nós. Eu cresci vendo nela uma força impressionante, uma vontade de vencer. Ver tudo o que ela enfrentou me moldou muito como pessoa e teve um papel fundamental em quem eu sou hoje Acho que herdei muito dela o foco e disciplina.”                                                        

Bárbara Brito
Comunicadora e presidente do Jantar Preto 

“Em nossa casa, por mais que todas sejam super estilosas e únicas, o estilo sempre esteve mais ligado a comportamento do que tendências em si. Aprendi com elas que tem hora para tudo: looks clássicos, looks do dia a dia, looks fabulosos, mas que as histórias refletidas por traz dessas escolhas era sempre a mesma: mães, filhas, trabalhadoras, esposas, todas tentando viver sua melhor versão. Hoje em dia carrego isso fortalecendo meu estilo como uma ferramenta de expressão, identidade e pertencimento.“ 

Sabrina Sato
Apresentadora e empresária


“Eu aprendi muito com a minha mãe sobre como sorrir pra vida, ser forte com leveza e ter a capacidade de acolher o outro. Ela sempre teve isso muito presente, esse jeito de viver com afeto, com cuidado, com generosidade. Ela é minha maior inspiração nesse sentido, e eu tento muito replicar isso na criação da Zoe, com afeto, com diálogo, com presença. Acho que isso faz toda a diferença.” 

Gabriela Melke
Fundadora da PHOS 

“Com a minha mãe, aprendi muitas coisas que nem vieram em forma de conselho. Foi mais 

observando como ela lidava com a vida, com os desafios e com ela mesma. Acho que a gente vai absorvendo isso sem perceber, e com o tempo entende o que quer carregar, o que quer fazer diferente e o que acaba virando parte de quem a gente é. Essa troca, pra mim, é uma das coisas mais fortes entre mãe e filha.” 

Ana Eliza Setúbal
Fundadora da iniciativa Oportunidade do Bem

“Os conselhos mais valiosos que recebi vieram de forma sutil, quase no dia a dia, sobre confiar no próprio olhar, ter senso crítico e não se desconectar de quem você é. Minha mãe sempre me incentivou a pensar por conta própria, e isso acabou moldando muito da forma como me posiciono e faço minhas escolhas hoje.”  

Paula Kim
Co-fundadora da P.Andrade  

“Eu cresci com muito incentivo ao meu lado criativo, com liberdade para experimentar, pintar e testar caminhos. Ao mesmo tempo, sempre existiu uma cultura muito forte de disciplina e resiliência dentro da minha casa, muito ligada às nossas origens coreanas, que acabou moldando também a minha forma de trabalhar e de enxergar o que eu construo. Com o tempo, fui ressignificando essas vivências e entendendo o quanto elas também moldaram o meu olhar. Acho que a relação entre gerações passa muito por isso: pelo que a gente observa, absorve e, depois, transforma em algo próprio. Hoje, como mãe, esse ciclo fica ainda mais evidente, porque você começa a pensar não só no que recebeu, mas no que está transmitindo também.” 

Stephanie Wenk
Diretora Criativa da Sauer

“Acho um tema muito bonito, porque essa troca entre mães e filhas acontece de forma muito profunda e muitas vezes silenciosa também. Ao longo da vida, vamos herdando não só gestos e ensinamentos, mas também sensibilidades, maneiras de olhar o mundo e até forças que só entendemos mais tarde. E ao mesmo tempo, conforme crescemos, também ressignificamos muitas coisas e acabamos ensinando às nossas mães novas formas de viver, pensar e sentir. Acho que existe uma construção contínua entre duas mulheres que se transformam mutuamente ao longo da vida.” 

Mônica Burgos
Sócia Fundadora da Avatim

“Não existe escolha sem consequências. Toda mãe sente culpa em algum momento e isso é normal. Para fazer meus filhos felizes, eu precisava estar feliz comigo mesma. A realização profissional me fortaleceu como mãe. Se eu não mostrar para os meus filhos que eu sou feliz trabalhando, vivendo, sendo mulher, sendo o papel que eu quiser ser, que exemplo ele vai ter de mim?” 

Maria Beltrão
Jornalista e apresentadora

 

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“A minha mãe, quando eu era pequenininha, colocava filmes para eu ver. Eu já via filmes do Hitchcock e ficava encantada com tudo: com o enquadramento, com o que era mostrado antes, com a forma como o diretor construía o suspense. Minha infância foi regada a comédias românticas e filmes de suspense, que minha mãe adorava, eu ficava deitada ao lado dela até tarde. E isso fica com a gente para a vida. Por isso eu digo que não sou uma crítica de cinema, sou uma entusiasta”. 

Letícia Vaz
Empresária, influenciadora e CEO da LV Holding

“Acredito muito na força do encontro entre gerações. Pensando na minha marca LV Store, eu trouxe o olhar digital, a conexão com a comunidade e a agilidade na leitura de tendências, enquanto a experiência da minha mãe, com todo o conhecimento técnico e de produção, deu uma base sólida para o crescimento da marca. Para mim, inovação e estrutura caminham juntas. Essa troca contínua é o que mantém o negócio atual, consistente e preparado para o futuro”. 

Fernanda Marques
CEO Fernanda Marques Arquitetura 

“Uma mulher ensina outra a olhar. Antes do conselho, antes da palavra, o que se transmite é o jeito de prestar atenção: o que se nota, o que se cuida, o que se considera importante numa casa, numa mesa, numa conversa. Aprendi isso observando as mulheres da minha família muito antes de saber que aquilo era arquitetura. Hoje, convivendo todos os dias com minhas irmãs e minhas filhas trabalhando comigo, percebo que é exatamente isso que continua circulando entre nós. Um olhar em comum, uma forma de ler o que está ao redor e decidir o que merece tempo. Acho que é uma transmissão menos didática e mais sensorial. Não se ensina a ser mulher, se ensina, sem perceber, um modo de habitar o mundo”. 

Isabelle Drummond
Atriz


“Muita coisa que eu sou hoje vem de um lugar muito observador. Eu sempre observei e admirei muito a minha mãe. Não eram grandes discursos, era o jeito dela, o cuidado, a sensibilidade. Acho que esses aprendizados mais sutis são os que ficam por mais tempo.” 

Bianca Corona
Produtora de conteúdo

“Eu acho que uma mulher ensina a outra, antes de tudo, pelo exemplo. São atitudes do dia a dia, a forma de se posicionar, de lidar com desafios… coisas que você absorve sem nem perceber. No meu caso, veio muito desse lugar de consistência, de entender quem você é e sustentar isso ao longo do tempo.” 

Ju Ferraz
Empresária, comunicadora e influenciadora

 

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“Eu tive na minha mãe uma troca muito viva, de conversa, de discordar, de repensar juntas. Acho que uma mulher ensina a outra também nesse espaço de construção, não só de herança. Muito do que eu levo hoje veio desse diálogo constante com ela.” 

Esther Marques
Produtora de conteúdo

“Ver minha mãe passando por diferentes fases e mudando ao longo do tempo me ensinou muito. Eu cresci entendendo que a gente pode se reinventar, ajustar a rota e começar de novo. Esse olhar mais flexível sobre a vida veio totalmente dela.” 

Catarina Tourinho
Produtora de conteúdo de moda

“A minha mãe foi meu primeiro espelho. No começo vem muito da admiração, de querer se inspirar, mas com o tempo isso vai se transformando e ganhando o seu próprio formato. Eu carrego muito do que aprendi com ela, mas também ressignifico isso do meu jeito.” 

Luiza Gottschalk
Artística plástica

“Minha mãe é como uma feiticeira que guarda os saberes do inconsciente. Creio que foi dela que herdei a habilidade de conduzir a vida de forma intuitiva, algo que também aparece na naturalidade das minhas escolhas estéticas e na coragem de unir elementos aparentemente improváveis no universo da moda, como o artesanato combinado à alta-costura e peças vintage atravessadas por memórias.” 

Karla Felmanas
Executiva, vice-presidente da Cimed e head da Carmed

“Minha maior inspiração sempre foi a minha mãe, principalmente na forma de se posicionar no mundo. Ela foi uma mulher forte, segura de quem é e isso moldou muito do que me tornei hoje. Cresci aprendendo com ela que autenticidade não é tendência, é saber quem você é e ter como seu maior estilo pessoal sua verdade. Que estilo de verdade não é seguir regras, é vestir e ser aquilo que somos e acreditamos. Nossas escolhas funcionam como uma extensão da nossa personalidade, não dá pra seguir tendências só porque está na moda, precisa expressar quem somos!”