Comportamento

Famílias de migrantes separadas no governo Trump podem ser reunidas e ficar nos EUA

Famílias de migrantes separadas no governo Trump podem ser reunidas e ficar nos EUA

A requerente de asilo Nelly Maribel Cabrera, de Honduras, em frente à travessia de El Chaparral enquanto tenta cruzar para os Estados Unidos em Tijuana, estado de Baja California, México, em 19 de fevereiro de 2021 - AFP


Os Estados Unidos planejam permitir que famílias de migrantes separadas na fronteira com o México durante o governo Trump se reúnam novamente e permaneçam nos Estados Unidos, informou um alto funcionário do governo Joe Biden nesta segunda-feira (1º).

O secretário de Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, que lidera a força-tarefa de Biden para reunir pais e filhos migrantes que foram separados na tentativa de desencorajar o fluxo de migrantes sem documentos, afirmou que essas pessoas terão a chance de viver juntas nos Estados Unidos ou em seu país natal.

“Esperamos reunir as famílias, aqui ou no país de origem, esperamos estar em posição de dar a eles essa opção”, revelou Mayorkas em entrevista coletiva na Casa Branca.

“E se eles realmente quiserem se reunir aqui nos Estados Unidos, vamos explorar maneiras para que eles permaneçam nos Estados Unidos para atender às necessidades da família. Estamos agindo da maneira mais restauradora possível”, acrescentou.

Mayorkas afirmou que esta questão, na qual a primeira-dama, Jill Biden, está envolvida, é um “imperativo moral” para o governo dos Estados Unidos, que busca reverter o que considera ser um “exemplo comovente de crueldade” por parte do governo Trump.


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Mayorkas disse o governo está em contato com advogados de familiares separados, bem como com ONGs e com o setor privado com vista a um esforço colectivo de toda a sociedade “para fazer a coisa certa”.

Nesse contexto, destacou que conversou na sexta-feira com os chanceleres de El Salvador, Guatemala e Honduras, país de origem da maior parte das centenas de milhares de migrantes que nos últimos anos chegaram à fronteira sul dos Estados Unidos alegando fugir da pobreza e da insegurança.

O número de crianças separadas de seus pais na chegada aos Estados Unidos permanece incerto, mas, em janeiro, um documento do tribunal estimou que 611 menores vítimas dessa política ainda não haviam sido identificados.

A poderosa organização de direitos civis ACLU comemorou a promessa de Mayokas, ao mesmo tempo em que argumentou que os Estados Unidos deviam “reparações” a essas famílias que foram vítimas da “tortura” da separação.

“Isso inclui um caminho para a cidadania, o cuidado e os recursos para ajudá-los”, concluiu a ACLU em comunicado.

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