A família de Gabriella Querino Elorriaga, brasileira de 26 anos, lançou uma vaquinha online para financiar a repatriação do corpo da jovem morta em 12 de setembro após um acidente de barco em Veneza, na Itália. A tragédia ocorreu quando o barco em que Gabriella e seu marido estavam colidiu com um táxi aquático, resultando na morte de ambos. Os familiares de Gabriella estão na Itália e buscam apoio para trazer o corpo da jovem de volta ao Brasil.
+ Brasileira desaparece em Veneza após colisão de barco
- A família de Gabriella Querino Elorriaga organiza uma campanha de arrecadação online para financiar a repatriação do corpo da brasileira, falecida em acidente náutico na Itália.
- Gabriella e seu marido, Sean Michieli, morreram após uma colisão entre seu barco e um táxi aquático em um canal movimentado de Veneza.
- A mãe e a irmã da vítima, Gisele e Maria Eduarda Elorriaga, fazem apelos públicos, pedindo ajuda das autoridades brasileiras e italianas para trazer o corpo da jovem ao Brasil.
Gabriella havia saído para pescar com seu marido, Sean Michieli, de 25 anos, na manhã do dia 12 de setembro. O casal estava em um barco que colidiu com um táxi aquático em um canal que leva ao Aeroporto Internacional Marco Polo, em Veneza. Michieli, filho de uma família de pescadores de Burano, foi socorrido com vida, mas faleceu devido a um traumatismo craniano. O corpo de Gabriella, que caiu na água, foi encontrado três dias após a tragédia.
“Estamos em Veneza e precisamos de ajuda para levar o corpo dela e voltarmos ao Brasil”, publicou Maria Eduarda Elorriaga, irmã da brasileira, em seu Instagram. O apelo é endossado pela mãe da vítima, Gisele, e pelo padrasto Jonas, que estão na Itália desde a semana passada. “Sua ajuda é crucial para nos levar de volta para casa”, complementa a mensagem.
Apelo emocionado por ajuda e dignidade
Em um vídeo divulgado por Maria Eduarda, Gisele faz um apelo emocionado por apoio. “Como mãe, eu preciso acabar com meu sofrimento. Como cidadã brasileira que paga meus impostos, eu peço ajuda de todo mundo. Eu preciso de ajuda do governo e de sei lá quem para pedir a transferência dela”, afirma a mãe de Gabriella, visivelmente abalada e em lágrimas.
“Faz mais de uma semana que eu espero solução. Me tira daqui com a minha filha, eu quero ir embora. É a única coisa que eu peço. Não quero dinheiro de ninguém, só quero levar minha filha para casa para fazer um velório, um enterro digno. Como mãe, eu quero poder velar e ter um lugarzinho para me consolar de vez em quando. Aqui eu nunca mais vou poder voltar, e nem vou querer. Eu só quero levar meu bebê para casa”, acrescenta Gisele, que expressa não saber a quem recorrer.
“Ao presidente do Brasil, ao presidente da Itália, aos governos, órgãos públicos, me tirem daqui com minha filha. Eu não estou aguentando mais”, conclui o desabafo. Gabriella e Michieli estavam casados havia apenas três meses e viviam em Burano, uma ilha de Veneza conhecida por suas construções coloridas. A brasileira era natural de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Como a investigação do acidente avança?
O taxista envolvido no acidente, de 38 anos, é investigado por suspeita de homicídio náutico culposo, caracterizado pela ausência de intenção de cometer o crime. Ele alega ter enxergado o barco de Michieli e Gabriella apenas no momento do impacto. A polícia italiana tenta contatar dois turistas americanos que estavam a bordo de seu táxi aquático no momento do ocorrido. Ambos já retornaram aos Estados Unidos e ainda não foram interrogados.
Conforme noticiado pela imprensa italiana, exames solicitados pelo Ministério Público teriam identificado a presença de álcool no organismo do taxista, embora em baixa concentração.
Da IstoÉ com ANSA