A família do poderoso narcotraficante mexicano Nemesio Oseguera, apelidado de “El Mencho”, solicitou a entrega do seu corpo, informou a Procuradoria-Geral do México nesta quarta-feira (25).
Oseguera morreu no domingo em uma operação militar no estado de Jalisco, no oeste do país. Sua morte desencadeou uma onda de violência, incluindo incêndios em estabelecimentos comerciais e bloqueios de estradas em 20 dos 32 estados mexicanos.
A Procuradoria-Geral do México “recebeu uma carta, entregue por alguém que se identificou como representante legal da família” de Oseguera, “solicitando a repatriação de seus restos mortais”, afirmou a instituição em um comunicado.
“El Mencho”, de 59 anos, liderava o Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) e era até então o traficante de drogas mais procurado pelo governo dos Estados Unidos, que oferecia uma recompensa de 15 milhões de dólares por sua captura (cerca de 77 milhões de reais).
Seu corpo foi transferido para as instalações da Procuradoria na Cidade do México.
Na operação e nos confrontos subsequentes, pelo menos 27 agentes de segurança, 46 suspeitos de crimes e uma civil morreram.
Não se sabe qual será o destino final do corpo do narcotraficante, nascido em Aguililla, uma localidade remota nas montanhas de Michoacán (oeste do México). Oseguera também poderia ser enterrado no estado vizinho de Jalisco, onde fundou e fortaleceu o CJNG.
A Procuradoria informou que dois supostos guarda-costas de “El Mencho”, presos durante a operação, foram transferidos para uma penitenciária de segurança máxima.
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