Família de italiano morto denuncia ‘favorecimento’

CASALE MONFERRATO, 6 JAN (ANSA) – O advogado da família do empresário italiano Fabio Campagnola, assassinado em Marechal Deodoro, região metropolitana de Maceió (AL), no último dia 3 de janeiro, criticou o fato de o policial aposentado José Pereira da Costa, acusado pelo crime, ter sido levado para uma prisão militar.   

“É claramente um favorecimento”, declarou Claudio Falleti, advogado da família de Campagnola e que faz a assessoria jurídica junto com o Ministério das Relações Exteriores da Itália. Segundo ele, Costa evitou uma penitenciária civil por ter alegado “legítima defesa” para cometer o homicídio.   

“Como se pode invocar legítima defesa em uma situação na qual, como foi mostrado pelas câmeras, uma discussão verbal seguida de alguns empurrões termine com Pereira se afastando e retornando armado para disparar a sangue frio? Onde está a proporção entre ofensa e defesa? Isso foi uma execução”, disse Falleti.   

O advogado ainda pediu que as autoridades políticas italianas conversem com suas contrapartes brasileiras para evitar que essa situação “saia de controle sem uma condenação justa e um processo imparcial”, acrescentou.   

Costa, 59, é acusado de homicídio qualificado e se entregou na última quinta-feira (5), após um mandado de prisão preventiva decretado pela 1ª Vara Cível e Criminal de Marechal Deodoro.   

O crime teria ocorrido após uma discussão sobre a presença de um carrinho de churros do policial aposentado em frente à sorveteria de Campagnola na Praia do Francês.   

O italiano tinha 52 anos de idade e deixou um filho de nove.   

(ANSA).