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Fala de ex-prefeito causa revolta em familiares e sobreviventes da Boate Kiss

Crédito: Reprodução/TJ-RS

Ex-prefeito de Santa Maria Cezar Schirmer (MDB) (Crédito: Reprodução/TJ-RS)


O julgamento sobre o incêndio na Boate Kiss chegou no seu oitavo dia. Nesta quarta-feira (8), o ex-prefeito de Santa Maria Cezar Schirmer (MDB) foi a 25ª pessoa ouvida. Durante o seu depoimento, ele desqualificou a investigação da Polícia Civil. Isso revoltou os familiares e sobreviventes que abandonaram a plateia do Tribunal do Júri de Porto Alegre. As informações são do UOL.

Em sua fala, o ex-prefeito questionou a rapidez com que o inquérito foi concluído, em 55 dias, e disse que a investigação não foi respeitosa com os familiares das vítimas.

“O inquérito foi feito pela imprensa. Não foi feita uma investigação sóbria, discreta, respeitosa com as famílias. Parecia que era um desejo de envolver a prefeitura de qualquer forma e eu me refiro só à prefeitura, não quero falar de outras questões ou de outras naturezas. De muitos pontos de vista essa investigação foi medíocre e espetaculosa.”

Schirmer também afirmou que cerca de 150 servidores da prefeitura foram tratados com “imenso desrespeito e grosseria” durante seus depoimentos.

Quando começou a isentar a prefeitura da responsabilidade pela tragédia, cerca de 15 pessoas, entre familiares e sobreviventes, começaram a sair da sala em que acontecia a audiência.

“Os nossos delegados, as pessoas de Santa Maria, eles deram o sangue para fazer todas as provas, e ele agora está desmentindo. Não existe essa possibilidade. Nós tivemos muito mais apoio da polícia do que da prefeitura. Fui até Brasília, onde os pais foram e nunca tivemos apoio”, disse Yara Rosa, mãe de uma das vítimas fatais do incêndio.

Paulo Carvalho, o diretor jurídico da Associação dos Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), afirmou que um laudo feito por um arquiteto, em 2009, não recomendava o funcionamento da boate.

“Esse laudo está no inquérito, foi entregue, deveria ser entregue, não importa, diretamente ao prefeito e ao comandante do Corpo de Bombeiros. Se eles não viram, é um laudo que deveria preservar vidas. Se ele não leu, ele se omitiu. E, se leu, ele prevaricou, porque ele deveria ter tomado atitude. É isso só que nós queremos. Agora que fossem julgados, que fossem levados por improbidade administrativa.”

“Agora vem aqui falar isso para os familiares e colocar de medíocre o que foi feito, ofendendo aos policiais e de uma certa forma ofendendo os familiares. Isso é técnico, não é campanha de ódio, a mídia reportou o que estava lá”, concluiu.


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