Factóide diversionista: enquanto a pandemia mata e a inflação explode, Bolsonaro anima o gado

Crédito: Mateus Bonomi

(Crédito: Mateus Bonomi )


Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, não sabe falar. Ao menos de forma escorreita e lógica. O emaranhado de palavras e frases sem nexo, não raro chulas, unidas por tudo exceto raciocínio, que costuma proferir, não representa nada além de um estranho e incompreensível vocabulário, supostamente pátrio.

Perto do devoto da cloroquina, Dilma ‘estoquista de vento’ Rousseff  é uma oradora de primeira. E seus pensamentos, também se comparados aos dele, beiram os mais brilhantes tratados científicos saídos do MIT (Massachusetts Institute of Technology). Por isso, o pedido de impeachment do ministro  Alexandre de Moraes, redigido em primeira pessoa e assinado pelo maníaco do tratamento precoce, não corresponde minimamente ao autor signatário.

De qualquer forma, tanto faz, como tanto fez. E se querem mesmo saber?, ainda que escrito por outrem, melhor assim. Ao menos se parece com algo digno de um presidente da República – o que é um alívio! -, pois o costumeiro linguajar de miliciano bêbado em botequim de zona, já encheu o saco dos brasucas faz tempo. Ainda assim, a peça de 18 páginas não vale o papel, tinta e energia elétrica gastos.

PURO DELÍRIO

Numa repetição interminável das mesmas falácias que ouvimos diariamente, o pai do senador das rachadinhas e da mansão de 14 milhões de reais – comprada por 6 milhões – imagina poder impedir um ministro do Supremo simplesmente por este não votar como ele gostaria. Sim, porque não há uma única razão fática, comprovada por provas materiais ou mesmo indiciárias, prevista na lei, que embase as reclamações juvenis de quem, em nome do sociopata, escreveu aquela bobajada toda.

O tal ‘inquérito do fim do mundo’ – com o qual eu também não concordo – já foi objeto de julgamento no próprio Supremo Tribunal Federal, e declarado constitucional por 10 votos a favor e 1 contra. Ou seja, goste-se ou não, o bagulho é legal! Qual seria, portanto, o crime de responsabilidade cometido pelo ministro Moraes? E nem entro no mérito das prisões preventivas dos criminosos Roberto Jefferson e aquele deputado bolsominion bombadão (que não me lembro o nome e estou com preguiça de pesquisar).

Absolutamente ninguém, inclusive o próprio golpista homicida que ocupa o Palácio do Planalto e aquela gente aloprada que o cerca, acredita que o pedido irá prosperar. Aliás, nem sequer deverá ser aceito pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco – advogado dos bons -, ainda que certo modo simpático a Bolsonaro, tal a precariedade dos argumentos. Tudo não passa de mais distração para o seu ‘gado’, afinal, 15 milhões de desempregados, gasolina a 6 reais, botijão de gás a mais de 100 reais, vacinas escassas, etc., são assuntos nada interessantes para o animador de auditório.

Até porque, convenhamos, se bastassem meia dúzia de ilações e alguns ‘achismos’, para a abertura de um processo de impeachment, o que dizer de crimes verdadeiros, como os que o marido da receptora de 90 mil reais em cheques de milicianos – em tese – vem cometendo todos os dias?

QUAIS OS CRIMES?

Pois não. Anote aí. Mas antes, um conselho: sente para não cansar. A lista é longa:

Não usar máscara em público, conforme leis municipal, estadual e federal vigentes; propagandear e distribuir medicamentos para a Covid-19 sem eficácia comprovada; disseminar notícias falsas sobre vacinas e formas de combate ao novo coronavírus; compartilhar documentos adulterados; retardar a aquisição de medicamentos; pregar e incentivar ruptura da ordem democrática; ameaçar o Congresso Nacional e o STF; acusar de fraude, sem provas, o processo eleitoral; expor crianças a risco de doença infecto-contagiosa; facilitar a introdução e disseminação de agentes patógenos; usar o Estado em benefício político próprio; gastar o dinheiro público em benefício político próprio; transmitir mentiras, ao vivo, através de um órgão de comunicação do Estado.

Viu? Eu disse que a lista era longa. E não acabou: acusar, sem provas, ministros de tribunais superiores de: 1) fraude eleitoral; 2) manipulação de urnas eletrônicas; e 3) conluio em favor da candidatura do meliante de São Bernardo. Sem falar em outras acusações mentirosas – pedofilia, por exemplo – que repete à exaustão, ou a omissão no caso do superfaturamento de 1000% das vacinas. E acredite: não fiz o menor esforço para descrever os possíveis crimes acima. Tenho certeza de que se pensar bem ou dar uma ‘googlada’ ainda irei encontrar mais uns 20, no mínimo.

Não é à toa, não, os mais de 100 pedidos de impeachment, por crimes de responsabilidade, e as inúmeras denúncias de crimes comuns, que o sócio do mito no Centrão, Arthur Lira, mantém dormindo, sob o sinal amarelo, em suas gavetas chantagistas, e que o ‘compadre’ da PGR, Augusto Aras, insiste em não enxergar. Portanto, caros e caras, Alexandre de Moraes continuará ministro do Supremo, Bolsonaro continuará Bolsonaro, e o Brasil, ou seja, vocês e eu, continuaremos f… Fui! Bom sabadão a todos.

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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