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Facebook critica decisão ‘extrema’ que bloqueia contas de aliados de Bolsonaro

Facebook critica decisão ‘extrema’ que bloqueia contas de aliados de Bolsonaro

(Arquivo) Sede corporativa do Facebook em Menlo Park, Califórnia, em 23 de outubro de 2019. - AFP/Arquivos

O Facebook condenou neste sábado (1) o que chamou de uma decisão “extrema” do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, para bloquear as contas de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, e prometeu recorrer.

O STF está supervisionando uma investigação sobre as acusações de que membros do círculo interno do presidente fizeram uma campanha nas redes sociais para abalar a credibilidade da corte, além de caluniar e ameaçar seus ministros.

Como parte dessa investigação, Moraes ordenou a suspensão das contas de 12 apoiadores de Bolsonaro no Facebook e outras 16 no Twitter.

Os gigantes das mídias sociais dos Estados Unidos cumpriram a ordem em 25 de julho – mas inicialmente apenas impediram os visitantes de visualizar as contas no Brasil.

Os usuários bloqueados logo contornaram a proibição, dizendo a seus seguidores como alterar as configurações de sua conta para outro país.

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Moraes, então, ordenou que as redes sociais aplicassem a suspensão em todo o mundo.

O Facebook inicialmente não cumpriu a ordem, dizendo que recorreria da decisão. Moraes então multou a empresa em 1,9 milhão de reais e intimou o principal executivo da empresa no Brasil, Conrado Lester.

“Devido à ameaça de responsabilização criminal de um funcionário do Facebook Brasil, não tivemos alternativa a não ser cumprir com a ordem de bloqueio global das contas enquanto recorremos ao STF”, informou a empresa em um comunicado.

A disputa ocorre quando o Facebook e o Twitter enfrentam uma crescente pressão nos Estados Unidos e em todo o mundo para agir de forma mais efetiva contra o discurso de ódio e a divulgação de notícias falsas em suas plataformas.

No Brasil, é parte da tensão contínua entre Bolsonaro e o STF, que também ordenou uma investigação sobre acusações de que o presidente obstruiu a justiça para proteger membros de seu círculo interno de investigações policiais.

As contas afetadas incluem figuras de destaque, como o ex-parlamentar conservador Roberto Jefferson, o magnata Luciano Hang e a ativista de extrema-direita Sara Winter.

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