Economia

Fábrica de US$20 bi da Intel nos EUA pode virar a maior do mundo

WASHINGTON/SÃO FRANCISCO/BENGALURU (Reuters) – A Intel disse nesta sexta-feira que investirá até 100 bilhões de dólares na construção do que pode vir a ser o maior complexo de produção de chips no mundo, com sede nos Estados Unidos.

O movimento faz parte da estratégia do presidente-executivo, Pat Gelsinger, para restaurar o domínio da Intel na fabricação de chips e reduzir a dependência dos EUA dos centros de produção asiáticos, que têm um forte controle sobre o mercado de semicondutores.


Um investimento inicial de 20 bilhões de dólares – o maior da história do Estado norte-americano de Ohio – em um terreno na cidade de New Albany criará 3.000 empregos, disse Gelsinger. O valor pode aumentar para 100 bilhões de dólares com construção de um total de oito fábricas, disse ele à Reuters.

O complexo pode se tornar “o maior local de fabricação de semicondutores do planeta”, disse o executivo.

Os planos da Intel para novas fábricas não vão aliviar a atual crise de oferta, porque esses complexos levam anos para serem construídos.

Gelsinger reiterou nesta sexta-feira que espera que a escassez de chips persista até 2023.

A construção das duas primeiras fábricas deve começar no final de 2022 e a produção em 2025.

Para aumentar drasticamente a produção de chips nos EUA, o governo Biden pretende persuadir o Congresso a aprovar 52 bilhões de dólares em subsídios.

Biden elogiou o investimento da Intel nesta sexta-feira, em um evento na Casa Branca com Gelsinger, e novamente defendeu a ação do Congresso.

“A China está fazendo o possível para dominar o mercado global para que possam tentar ultrapassar o resto de nós”, disse Biden.

Gelsinger disse que, mesmo sem financiamento do governo, a Intel ainda vai iniciar o complexo em Ohio. “Só não vai acontecer tão rápido e não vai crescer tão rapidamente.”

O executivo também disse à Reuters que espera anunciar um novo complexo grande na Europa nos próximos meses.

(Por David Shepardson e Alex Alper em Washington; Jane Lee em São Francisco; e Nivedita Balu, Sweta Singh e Akriti Sharma em Bengaluru)