ROMA, 5 JAN (ANSA) – A aguardada revolução da Fórmula 1 para a temporada de 2026 está mais pronta do que nunca para entrar em vigor. Os novos carros serão menores, mais leves e mais ágeis, com o objetivo de aumentar a competitividade e proporcionar ao público um maior número de ultrapassagens durante as corridas.
A partir da próxima edição do Campeonato Mundial, que começará na Austrália entre os dias 6 e 8 de março, a distância entre eixos será reduzida, o que deve tornar os monopostos mais ágeis nas curvas. Os carros continuarão utilizando pneus Pirelli de 18 polegadas, porém mais estreitos, o que contribuirá para a redução de peso e do arrasto aerodinâmico.
Na parte inferior da carroceria, os longos túneis de efeito solo darão lugar a superfícies mais planas, com difusores mais extensos e aberturas maiores. Isso resultará em menor downforce e maior altura em relação ao solo, favorecendo uma maior variedade de configurações e se adaptando a uma gama mais ampla de estilos de pilotagem.
As asas dianteira e traseira também passarão por simplificações, com menos elementos aerodinâmicos. Além disso, os pequenos arcos das rodas acima dos pneus dianteiros desaparecerão dos monopostos da F1.
Uma das mudanças mais significativas será a introdução do chamado “Active Aero”, sistema que permitirá o ajuste do ângulo das asas dianteira e traseira de acordo com a posição do piloto na pista.
No que diz respeito à unidade de potência, o coração dos carros continuará sendo um motor V6 híbrido turboalimentado de 1,6 litro. No entanto, a potência do motor a combustão interna será reduzida, enquanto a do motor elétrico será triplicada, resultando em uma divisão de aproximadamente 50% entre energia térmica e elétrica.
Para alimentar a nova unidade híbrida, o Sistema de Recuperação de Energia (ERS) passará a recarregar a bateria com o dobro da energia por volta, através de mecanismos como a recuperação durante a frenagem e quando o acelerador é liberado no final das retas.
Esses motores utilizarão combustíveis “verdes” pela primeira vez, já testados neste ano nas Fórmulas 2 e 3. Produzidos a partir de fontes avançadas, como captura de carbono, resíduos urbanos e biomassa não alimentar, esses combustíveis serão certificados de forma independente para atender a rigorosos padrões de sustentabilidade, segundo a Fórmula 1. (ANSA).