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Expulsão de membros de seita de parque na Índia deixa 24 mortos


Violentos confrontos, marcados por tiros, entre a polícia e membros de uma seita deixaram ao menos 24 mortos no norte da Índia durante a operação de retirada de um terreno que eles ocupavam ilegalmente, anunciaram nesta sexta-feira as autoridades.

Dois policiais estão entre as vítimas dos confrontos, que aconteceram na quinta-feira à noite, quando os 3.000 membros do grupo que se estabeleceu no parque da cidade Mathura resistiram à polícia.

Os membros desta organização, reunidos atrás de um líder chamado Vraksha Ram Yadav, chamam a si mesmos nas redes sociais de “revolucionários”.

Eles fazem reivindicações políticas e sociais que vão da revogação das eleições à introdução de uma nova moeda, passando pela gasolina quase gratuita.

A violência ocorreu na chegada das forças de segurança no terreno ocupado.

A polícia foi alvejado por tiros de alguns dos membros que se posicionaram no topo de árvores e que também lançaram explosivos, informou a polícia.

“Eles estavam atirando em nós a partir das copas das árvores”, declarou Javeed Ahmad, diretor-geral da polícia do estado de Uttar Pradesh, numa coletiva de imprensa.

“Outros atiraram pedras e atacaram (a polícia) com paus e outras armas, ferindo dois de nossos homens que, em seguida, morreram no hospital”, explicou.

O chefe da polícia de Mathura, uma cidade 150 km a leste de Nova Deli, está entre as vítimas. “Pouco depois do ataque, chegaram reforços e lançaram uma contra-ofensiva que nos permitiu limpar a área.”

De acordo com o policial, membros deste grupo, o Swadhin Bharat Vidhik Satyagrah, atearam fogo em suas casas improvisadas nas quais foram esticados cilindros de gás e explosivos.

“Vinte e dois membros da seita morreram, 11 de queimaduras. Uma vítima é uma mulher”, disse ele.

A polícia encontrou dezenas de pistolas e espingardas com munição.

Imagens da televisão mostravam que muitas casas improvisadas de membros da seita foram queimadas e a fumaça ainda era visível na área.



Prisões

A justiça havia autorizado a retirada de centenas de tendas e estruturas improvisadas instaladas nesta área de cem hectares ocupada pelo grupo sectário desde o final de 2014.

“Sua ideologia é semelhante à dos naxalitas”, indicou Pradeep Bhatnagar, uma autoridade da região.

Os naxalitas são guerrilheiros maoístas que desafiam as autoridades em extensas áreas do centro e leste da Índia.

Mas os naxalitas são um movimento de uma escala diferente, fragmentado em grupos rivais e que atuam há mais de quarenta anos contra o governo, prometendo uma maior autonomia para as comunidades locais.

Em Mathura, a polícia prendeu 124 pessoas por assassinato e tumultos.

O líder da seita, presente no local no momento da operação, escapou da polícia. Quatro líderes do grupo são procurados, segundo Ahmad.

Em 2014, centenas de apoiadores de outra seita enfrentaram a polícia no estado de Haryana para evitar a prisão de seu líder acusado de assassinato. Seis morreram na ocasião.

ja/co/ef/rap/mr

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