SÃO PAULO, 19 JAN (ANSA) – A Fundação Biblioteca Nacional (FBN) lançará na próxima terça-feira (20) a exposição virtual “Brasil e Santa Sé: 200 anos de relações diplomáticas”, em comemoração ao bicentenário do início oficial do diálogo entre o Brasil e o Vaticano.
A mostra é gratuita e poderá ser acessada pelo site da Biblioteca Nacional (www.gov.br/bn), que fica no Rio de Janeiro.
O lançamento ocorrerá durante um seminário na Pontificia Università Gregoriana, em Roma, a partir das 11h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo no canal da universidade no YouTube.
A exposição celebra um marco que remete a 23 de janeiro de 1826, quando o papa Leão XII recebeu as credenciais do primeiro representante brasileiro junto ao Vaticano, dom Francisco Corrêa Vidigal, abrindo formalmente as relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé.
A iniciativa é realizada pela FBN em parceria com a Embaixada do Brasil na Santa Sé, o Instituto Guimarães Rosa e a Pontificia Università Gregoriana.
A exposição tem curadoria do presidente da FBN, Marco Lucchesi, e cocuradoria de Mônica Carneiro, coordenadora de Acervos Especiais da instituição.
Ao todo, a mostra reúne 115 itens do acervo e é dividida em 11 módulos: “Mapeando o Novo Mundo”, “A Projeção do Imaginário”, “Gramática das Línguas e Costumes”, “Soldados de Cristo e Outras Ordens”, “Império do Brasil”, “Infame Escravidão e Liberdade”, “A Questão Religiosa”, “Igreja e Estado na República”, “A Devoção Popular”, “Para Vencer A Distopia” e “Mirabilia da Biblioteca Nacional”.
A proposta é abordar as relações entre o Brasil e a Santa Sé ressaltando a presença da Igreja em todos os grandes momentos da história do Brasil – desde as navegações, passando pela Independência, a proclamação da República e a redemocratização.
A mostra aborda o aspecto diplomático e, sobretudo, cultural destas relações. Foram selecionadas obras que ilustram a diversidade cultural do Brasil, seus santos, personalidades da Igreja Católica – como o Cardeal Arcoverde, brasileiro que foi o primeiro cardeal nascido na América Latina – as ordens religiosas, as primeiras e principais igrejas construídas no país.
O público encontrará, ainda, itens como mapas referentes à época das navegações, documentos com relatos e ilustrações sobre o novo continente, documentos e gravuras sobre as missões jesuíticas no Brasil e a independência do país – como a Constituição de 1824 – além de raridades do acervo da Biblioteca Nacional, como a famosa Bíblia de Mogúncia (primeiro livro impresso em massa no Ocidente) e as bulas papais de Alexandre VI e Inocêncio X. (ANSA).