As exportações brasileiras de ovos encerraram 2025 com recordes em volume e receita, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Considerando ovos in natura e produtos processados, os embarques somaram 40.894 toneladas ao longo do ano, crescimento de 121,4% em relação a 2024, quando foram exportadas 18.469 toneladas.
A receita cambial também alcançou o maior nível da série histórica, totalizando US$ 97,240 milhões em 2025, avanço de 147,5% na comparação anual. Em 2024, o setor havia registrado US$ 39,282 milhões em vendas externas.
Entre os principais destinos das exportações brasileiras de ovos em 2025, os Estados Unidos lideraram em volume acumulado, com 19.597 toneladas, um salto de 826,7% sobre o total do ano anterior.
Na sequência aparecem Japão, com 5.375 toneladas (+229,1%), Chile, com 4.124 toneladas (-40%), México, com 3.195 toneladas (+495,6%) e Emirados Árabes Unidos, com 3.097 toneladas (+31,5%).
No recorte mensal, dezembro manteve o desempenho positivo do restante de 2025. Os embarques atingiram 2.257 toneladas, alta de 9,9% ante igual mês de 2024. Em valor, as exportações renderam US$ 5,110 milhões, crescimento de 18,4% na mesma base de comparação.
De acordo com o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho do ano refletiu mudanças importantes na dinâmica dos mercados compradores. “O ano foi marcado pela forte evolução das exportações aos Estados Unidos, movimento que perdeu ritmo após a imposição do tarifaço.
Em contrapartida, o setor se reorganizou e novos destinos ganharam impulso, como o Japão, um mercado de alto valor agregado que passou a liderar os embarques brasileiros nos últimos meses do ano”, afirmou, em nota. “Com esses volumes, as exportações superaram o equivalente a 1% de toda a produção nacional de ovos, um marco relevante para a internacionalização do setor”, acrescentou.
Segundo a ABPA, a expectativa é de manutenção do fluxo exportador em níveis positivos ao longo de 2026.
“Com a consolidação da cultura exportadora, a expectativa é de manutenção do fluxo das exportações em patamares positivos. Esse movimento, somado ao contexto climático do início do ano, com temperaturas elevadas, e à proximidade do período de maior demanda da quaresma, deverá contribuir para o equilíbrio da oferta ao mercado interno”, concluiu Santin.