As exportações da América Latina e do Caribe aceleraram no segundo semestre de 2025 e cresceram 6,4% no ano, ante 4,7% registrados em 2024, informou nesta quinta-feira (22) o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
“O avanço se explica por um maior volume exportado, já que os preços melhoraram apenas marginalmente”, detalha o relatório.
A mineração, especialmente ouro, cobre e prata, e o sólido desempenho da agroindústria, com aumentos em produtos como café, cacau, frutas e carnes, lideraram o crescimento.
No setor industrial, apenas se destacaram as exportações de máquinas para processamento de dados, insumos médicos, veículos e plásticos.
“Em um contexto global desafiador, o desempenho recente das exportações da América Latina e do Caribe foi marcado por uma notável resiliência”, afirmou Paolo Giordano, economista-chefe do Setor de Produtividade, Comércio e Inovação do BID e coordenador do relatório.
A dinamização da região se acelerou na segunda metade do ano, “em linha com o comércio mundial”, destacou o documento.
Isso contrasta com as previsões sombrias de instituições internacionais e especialistas quando o presidente americano Donald Trump anunciou um pacote de tarifas sem precedentes no início de seu segundo mandato.
Boa parte dessas tarifas entrou em vigor em 2025, especialmente sobre automóveis e autopeças.
Ao mesmo tempo, os Estados Unidos iniciaram uma série de negociações aceleradas com parceiros comerciais.
Em novembro, anunciaram acordos com Argentina, Equador, El Salvador e Guatemala para reduzir o preço de produtos como bananas e café.
O preço do café subiu 49,9% entre janeiro e novembro de 2025, destaca o relatório do BID.
O petróleo, por sua vez, caiu 14,3% no mesmo período, a soja recuou 6,7% e o açúcar, 17,4%.
Peru e Argentina se destacaram como os países com maiores altas nas exportações, de 12,2% e 8,4%, respectivamente.
Em seguida vieram Chile (4,4%), Uruguai (4,3%) e Brasil (4,1%).
As importações da região cresceram 6,1% em 2025, ante 3,2% em 2024.
jz/nn/lm/aa