As exportações de café da Colômbia enfrentam uma grave interrupção logística nesta semana, após um terremoto de magnitude 7.4 ter atingido o país há dois dias. O sismo causou deslizamentos de terra e bloqueios em diversas estradas importantes, comprometendo o acesso ao porto de Buenaventura, no Valle del Cauca, por onde escoa mais de 60% do café colombiano destinado ao mercado internacional.
- As exportações de café da Colômbia estão paralisadas devido a interrupções logísticas causadas por um terremoto de magnitude 7.4.
- Deslizamentos de terra e bloqueios de estradas impedem o acesso de veículos de carga pesada ao porto de Buenaventura, principal terminal de escoamento.
- O impacto é agravado por danos em regiões cafeeiras e pela falta de comunicação oficial sobre a reabertura das vias.
Com os danos, diversos veículos de carga pesada ficaram impedidos de chegar ao terminal, considerado o principal porto de exportação de café da Colômbia.
“As operações de café estão atualmente paralisadas. Pode haver algumas operações isoladas, mas, neste momento, a operação de exportação de café foi interrompida”, explicou Gustavo Gómez, presidente da Associação Nacional de Exportadores de Café (Asoexport).
Segundo o executivo, “até agora, não há nenhuma comunicação oficial indicando quando a estrada será totalmente reaberta”.
Qual o impacto nas regiões cafeeiras?
O impacto da crise é agravado pelo fato de o terremoto ter atingido com força a região cafeeira da Colômbia, onde está concentrada a maior parte das unidades de processamento e beneficiamento.
Mesmo em regiões menos afetadas, como Huila, Tolima, Cauca e Nariño, a falta de acesso para veículos de carga dificulta o transporte do café para outros portos, como Cartagena e Santa Marta, na costa caribenha do país.
Embora a produção de café esteja espalhada por grande parte do território colombiano, o momento da interrupção é particularmente crítico porque a colheita está atualmente concentrada nas regiões do sul, incluindo Cauca, Nariño, Valle del Cauca e Huila. Grande parte desse café normalmente seria exportada pelo porto de Buenaventura.
“As unidades de processamento ainda estão avaliando os danos. Até agora, não houve relatos de danos estruturais graves às usinas de café, mas as operações estão sendo afetadas por cortes de energia, problemas de conectividade e pelo impacto pessoal sobre os trabalhadores, incluindo pessoas que perderam suas casas”, concluiu Gómez.