Exportação de suínos dos EUA cresce em janeiro e de bovinos atingem valor recorde

São Paulo, 17 – As exportações de carne suína dos Estados Unidos iniciaram o ano de 2026 em alta, impulsionadas pelo desempenho do mercado mexicano e pela demanda em destinos asiáticos, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) compilados pela Federação de Exportação de Carnes dos EUA (USMEF). Os embarques de suínos somaram 250.861 toneladas em janeiro, um avanço de 3% ante igual período do ano passado, com faturamento 4% maior, totalizando US$ 692,1 milhões.

O México consolidou sua posição como principal destino, adquirindo 107.902 toneladas (+3%) com uma receita de US$ 238,7 milhões (+8%). No Japão, o volume exportado saltou 22% para 27.910 toneladas nesta data. O presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom, destacou em nota que a indústria norte-americana capitaliza o interesse crescente por produtos de conveniência no varejo e no food service. O valor médio por cabeça de suíno abatido subiu 6,5%, atingindo US$ 62,07.

Bovinos

No segmento de carne bovina, os embarques totais recuaram 10% em volume (92.558 toneladas) e 3% em valor (US$ 780,1 milhões), reflexo do bloqueio persistente da China ao produto dos EUA. Caso o mercado chinês fosse excluído dos resultados, as vendas teriam registrado alta de 5% em volume e de 16% em receita. Apesar do recuo no volume total, a receita média por animal abatido foi de US$ 415,15, um incremento de 12% na comparação anual.

Os miúdos bovinos foram o destaque positivo, alcançando receita recorde de US$ 126 milhões, uma alta de 46% para um volume de 27.511 toneladas (+6%). A valorização foi sustentada pelas vendas de línguas e fraldinhas para o Japão. Halstrom afirmou que a valorização de itens variados é vital para o retorno econômico por animal diante da oferta restrita de gado.