Exército israelense pode ocupar Gaza inteira se Hamas não entregar armas, diz ministro

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, afirmou, nesta segunda-feira (23), que o movimento islamista Hamas poderá receber um ultimato para entregar suas armas na Faixa de Gaza, sob a ameaça de que o exército ocupe o território palestino.

“Estimamos que, nos próximos dias, será dado um ultimato ao Hamas para o seu desarmamento e a completa desmilitarização de Gaza”, declarou o ministro, um político de extrema direita do partido Sionismo Religioso, em entrevista à emissora pública Kan.

Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza em 2023 em resposta ao ataque sem precedentes do Hamas em seu território em 7 de outubro.

Após a entrada em vigor de um cessar-fogo impulsionado pelos Estados Unidos em outubro, o exército israelense recuou para posições atrás de uma linha de demarcação conhecida como Linha Amarela, mas ainda controla parte desse território palestino.

Hamas e Israel acusam um ao outro de violar o cessar-fogo, e o Ministério da Saúde de Gaza, que está sob a autoridade do governo do Hamas, informou que 615 pessoas morreram por fogo israelense desde o início da suspensão das hostilidades.

Os militares israelenses comunicaram a morte de cinco soldados durante esse mesmo período.

O ministro, membro do gabinete de segurança, disse que, se o Hamas não cumprir o ultimato para entregar as suas armas, o exército israelense “vai ter a legitimidade internacional e o apoio americano para fazê-lo por conta própria”.

A segunda fase do cessar-fogo em Gaza, iniciada no mês passado, prevê uma retirada gradual do exército israelense e o desarmamento do Hamas, condição que o movimento islamista rejeita.

O exército israelense “vai entrar de forma definitiva e ocupar Gaza se o Hamas não se desarmar”, afirmou o político, que indicou que estão em estudo dois ou três planos.

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