Dois adolescentes palestinos morreram nesta quinta-feira (11) por disparos de soldados do Exército israelense, um na fronteira com a Faixa de Gaza e outro na Cisjordânia ocupada, informaram responsáveis palestinos.
Um deles, um adolescente de 16 anos, morreu depois de ser atingido por uma bala no peito quando se manifestava contra o reconhecimento de Jerusalém como a capital israelense pelos Estados Unidos, junto à vala fronteiriça do campo de Al Barej, no enclave de Gaza, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.
Segundo a mesma fonte, ao menos outros dois palestinos ficaram feridos nesses confrontos.
“Depois de violentos distúrbios que envolveram vários palestinos lançando pedras e colocando pneus em chamas perto da barreira”, os soldados dispararam em três pessoas que “colocaram nossas forças em perigo”, disse o Exército israelense em comunicado.
Do mesmo modo, outro palestino, também de 16 anos, morreu depois de ter sido baleado perto da cidade de Nablus, no norte da Cisjordânia ocupada, informou o Ministério da Saúde palestino.
A agência palestina oficial WAFA afirmou que houve confrontos no local.
O Exército israelense confirmou à AFP que disparou contra “manifestantes palestinos” nessa zona. Por enquanto, não foram determinadas as origens dos distúrbios.
Pelo menos dezesseis palestinos e um israelense foram mortos desde a decisão polêmica do presidente americano Donald Trump, em 6 de dezembro.