Ex-primeira-dama da Coreia do Sul é condenada a 20 meses de prisão

PEQUIM, 28 JAN (ANSA) – Um tribunal de Seul condenou nesta terça-feira (28) a ex-primeira-dama da Coreia do Sul Kim Keon-hee a 20 meses de prisão por corrupção.   

Segundo a agência Yonhap, o caso diz respeito ao recebimento de artigos de luxo da Igreja da Unificação, uma das seitas religiosas mais influentes do país.   

A Justiça, no entanto, absolveu Kim, de 53 anos, das acusações de manipulação de ações e violação das leis de financiamento político. A Procuradoria havia pedido uma pena exemplar de 15 anos de detenção a ela e pedirá recurso.   

O nome da ex-primeira-dama esteve envolvido em diversas polêmicas no período em que seu marido, Yoon Suk-yeol, foi presidente do país. Além de corrupção, Kim também foi citada em tráfico de influência e até em fraude acadêmica.   

Ela ainda irá enfrentar outros dois julgamentos adicionais por corrupção e violação da Lei dos Partidos Políticos, devido a alegações de que organizou um alistamento em massa de mais de 2,4 mil seguidores da Igreja da Unificação no Partido do Poder Popular, grupo conservador que apoiou a candidatura e a eleição presidencial de Yoon.   

Tanto Kim quanto Yoon estão atualmente sob custódia: ela por corrupção e ele por tentativa de declarar lei marcial em dezembro de 2024. O ex-chefe de Estado foi condenado a cinco anos de cárcere em primeira instância, enquanto aguarda o andamento de outros julgamentos que poderão levá-lo à pena de morte. (ANSA).