SEUL, 16 JAN (ANSA) – Um juiz da Coreia do Sul condenou nesta sexta-feira (16) o ex-presidente Yoon Suk-yeol a cinco anos de prisão por obstrução da justiça e outras acusações relacionadas à sua controversa declaração de lei marcial e às consequências caóticas decorrentes.
A decisão representa a primeira condenação formal contra o ex-chefe de Estado, que responde a uma série de processos judiciais.
Yoon provocou uma crise política ao anunciar o fim do regime civil em dezembro de 2024 e enviar tropas ao Parlamento para impor a medida. A tentativa, porém, fracassou, e ele se tornou o primeiro presidente em exercício do país a ser preso, em janeiro passado, culminando em sua destituição do cargo em abril de 2025.
Segundo o Tribunal Distrital Central de Seul, Yoon mobilizou a equipe do serviço de segurança presidencial para frustrar sua própria prisão, utilizando agentes do Estado a seu favor, e deixou de convocar ministros para uma reunião destinada a planejar a adoção de medidas excepcionais.
“Apesar de ter o dever, acima de todos, de defender a Constituição e o Estado de direito, o réu demonstrou uma atitude de desprezo pela Constituição”, afirmou o juiz Baek Dae-hyun ao anunciar a pena.
Durante a audiência, Yoon alegou ter agido para “proteger a nação e a ordem constitucional” e argumentou que o “exercício de poderes emergenciais” não configura insurreição.
O ex-presidente agora aguarda julgamento por insurreição, acusação que, se confirmada, pode levar à pena de morte, de acordo com a legislação sul-coreana. (ANSA).