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Ex-presidente da Vale e mais 15 pessoas são denunciadas por homicídio doloso

Crédito: Alan Rodrigues

Rompimento da barragem deixou 270 vítimas (Crédito: Alan Rodrigues)

A denúncia feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) engloba o ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, 15 pessoas e as empresas Vale e TÜV SÜD. A força-tarefa responsável pelo caso do rompimento da barragem da Vale, na cidade mineira de Brumadinho, distribuiu a denúncia para a Justiça na manhã desta terça-feira (21).

Os denunciados vão responder pelo crime de homicídio doloso, quando há intenção de matar. A tragédia de Brumadinho aconteceu há quase um ano, em 25 e janeiro de 2019. O rompimento da barragem I da Mina do Córrego do Feijão deixou cerca de 270 vítimas, das quais 259 foram encontradas e 11 ainda continuam desaparecidas.

Ativistas do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) decidiram fazer uma caminhada como forma de protesto pela demora dos processos na Justiça. Além disso, a falta de atenção da Vale para com as vítimas e a lentidão dos reparos na região também são alvo de reclamações. A caminhada saiu de Belo Horizonte e deve terminar em Brumadinho no próximo sábado (25).

Nota da TÜV SÜD na íntegra

“A TÜV SÜD continua profundamente consternada pelo trágico colapso da barragem em Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. Nossos pensamentos estão com as vítimas e suas famílias.

Um ano após o rompimento, suas causas ainda não foram esclarecidas de forma conclusiva.

Como era esperado, as investigações levam um tempo considerável: muitos dados de diferentes fontes precisam ser compilados, apurados e analisados. Por esse motivo, as investigações oficiais continuam.

A TÜV SÜD reitera seu compromisso em ver os fatos sobre o rompimento da barragem esclarecidos. Por isso, continuamos oferecendo nossa cooperação às autoridades e instituições no Brasil e na Alemanha no contexto das investigações em andamento.

Enquanto os processos legais e oficiais ainda estiverem em curso, e até que se apurem as reais causas do acidente de forma conclusiva, a TÜV SÜD não poderá fornecer mais informações sobre o caso”.