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Ex-presidente boliviana culpa partido de Morales por violência de 2019

Ex-presidente boliviana culpa partido de Morales por violência de 2019

Ex-presidente interina da Bolívia, Jeanine Anez, em evento militar em Yacuiba, Tarija, em 14 de dezembro de 2019 - AFP

A ex-presidente boliviana de direita Jeanine Áñez atribuiu a violência política de 2019, que deixou mais de 30 mortos, ao partido do ex-presidente Evo Morales, ao dar seu depoimento a enviados da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) nesta quinta-feira (17).

“Participei hoje de uma reunião com o GIEI (grupo de especialistas da CIDH) para contribuir com a investigação sobre a violência ocorrida em outubro e novembro de 2019. Uma violência que se origina no plano e estratégia de poder do Movimento ao Socialismo (MAS)”, liderado por Morales (2006-2019), disse Áñez.

A ex-presidente interina, a quem o MAS ameaça com uma ação judicial de responsabilidade pelos conflitos do ano passado, não deu detalhes sobre o tipo de informação que prestou aos especialistas. O empresário Branko Marinkovic, que foi seu ministro da Economia, por sua vez, explicou que se tratava de “uma sessão informativa, pois a presidente fez seu relato e nada mais, não houve perguntas ou respostas”.

O grupo de investigadores da CIDH apura desde 23 de novembro os conflitos políticos ocorridos de setembro a dezembro do ano passado no país e pretende trabalhar por cerca de seis meses. O ministro da Justiça, Iván Lima, afirmou esta semana que a comissão terminará na sexta-feira “a primeira fase de seu trabalho”, portanto seus membros voltarão a seus países e retornarão à Bolívia no dia 3 de janeiro.

Os especialistas estiveram em várias cidades e entrevistaram vítimas ou seus familiares e testemunhas sobre esses incidentes, que colocaram a Bolívia à beira de uma guerra civil. Uma primeira investigação da CIDH apurou que foram registradas cerca de 35 mortes durante os conflitos violentos ocorridos após eleições gerais denunciadas pela oposição como fraudulentas em favor de Morales, que buscava ser reeleito até 2025.


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Morales acabou renunciando em 10 de novembro de 2019, partiu para o México como asilado político e, em dezembro, estabeleceu-se como refugiado na Argentina. Áñez o sucedeu no comando até que Luis Arce, do MAS, assumisse o poder, no mês passado, após vencer as novas eleições.

Áñez e Morales culpam um ao outro pelos atos de violência. O socialista garante que foi vítima de um “golpe de Estado”.

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