Um tribunal sul-coreano condenou o ex-primeiro-ministro Han Duck-soo a 23 anos de prisão por ajudar e instigar a declaração da lei marcial que suspendeu brevemente o governo civil no final de 2024.
O juiz Lee Jin-gwan, do Tribunal do Distrito Central de Seul, afirmou que a lei marcial, declarada pelo então presidente Yoon Suk-yeol em dezembro de 2024, tinha como objetivo “subverter a ordem constitucional” e constituiu uma insurreição.
O réu, neste caso, “desconsiderou seu dever e responsabilidade como primeiro-ministro até o fim”, acrescentou o juiz Lee, que proferiu a sentença de 23 anos, oito anos a mais do que o solicitado pela Promotoria.
Após o veredicto, o tecnocrata de 76 anos foi obrigado a se apresentar imediatamente à prisão.
Yoon enviou soldados ao prédio do Parlamento e à Comissão Nacional Eleitoral, mas o Legislativo, controlado pela oposição, conseguiu se reunir e suspender a lei marcial.
O presidente foi posteriormente destituído pelo Parlamento, decisão confirmada em abril pelo Tribunal Constitucional, e o país realizou novas eleições em junho.
Segundo o juiz, Han “teria desempenhado um papel significativo nos atos de insurreição de Yoon e outros, garantindo, pelo menos formalmente, o cumprimento dos requisitos processuais”.
Ele observou que, embora Han “tenha expressado sua preocupação” a Yoon sobre a medida, não se opôs explicitamente a ela nem instou outros membros do gabinete a dissuadi-lo de adotá-la.
Han negou qualquer irregularidade e insistiu que nunca apoiou ou auxiliou na declaração da lei marcial.
Han assumiu o cargo de presidente interino após a destituição de Yoon e passou a ser visto como um forte candidato conservador nas eleições antecipadas.
Ele renunciou em maio para se candidatar à presidência, mas sua candidatura fracassou quando o partido de Yoon se recusou a indicá-lo.
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