Ex-embaixador britânico nos EUA é preso após revelações do caso Epstein

A polícia de Londres prendeu no Reino Unido o ex-embaixador britânico Peter Mandelson por acusações de conduta indevida no exercício de um cargo público, após a publicação de documentos relacionados a Jeffrey Epstein que mostram seus vínculos com o falecido criminoso.

“Os agentes detiveram um homem de 72 anos por suspeita de irregularidades no exercício da função pública”, informou a Polícia Metropolitana de Londres em um comunicado, após buscas prévias na residência de Mandelson e depois que duas emissoras britânicas mostraram o ex-funcionário saindo de sua casa escoltado.

“Ele foi levado a uma delegacia para ser interrogado”, acrescentou.

A BBC e a Sky News transmitiram imagens de Peter Mandelson saindo de sua casa em Londres, acompanhado por dois policiais à paisana que o escoltaram até um veículo camuflado.

A detenção do outrora barão do Partido Trabalhista ocorreu quatro dias após a prisão do ex-príncipe Andrew, outro suspeito no caso Epstein.

O irmão do rei Charles III é suspeito de ter repassado informações confidenciais ao criminoso sexual americano quando era representante especial do Reino Unido para o comércio, de 2001 a 2011.

A polícia de Londres havia anunciado em 3 de fevereiro a abertura de uma investigação contra Mandelson com base em documentos dos arquivos de Epstein, divulgados no final de janeiro pelas autoridades em Washington.

Segundo esses documentos, o ex-embaixador teria repassado ao financista americano informações que poderiam influenciar os mercados, especialmente durante seu período como ministro no governo de Gordon Brown (2008-2010).

Três dias depois, a polícia anunciou a realização de buscas em duas de suas residências, uma no bairro londrino de Camden e a outra em Wiltshire, no sudoeste da Inglaterra.

Esses eventos enfraqueceram o governo trabalhista de Keir Starmer, que foi acusado de nomear Peter Mandelson como embaixador em Washington no final de 2024, mesmo sabendo que Mandelson não havia se distanciado de Epstein após sua condenação por crimes sexuais.

Tanto o chefe de gabinete quanto o diretor de comunicação de Starmer renunciaram em decorrência do escândalo.

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