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Ex-diretor da Saúde preso na CPI paga fiança de R$ 1.100 e é liberado após 5h

Crédito: AGENCIA SENADO/AFP

Foto divulgada pela Agência Senado do ex-diretor de logística do Ministério da Saúde, Roberto Ferreira Dias, durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito em Brasília, em 7 de julho de 2021 (Crédito: AGENCIA SENADO/AFP)

O ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias foi liberado no fim da noite desta quarta-feira (7), após pagar uma fiança de R$ 1.100. As informações são da Folha.

Dias ficou mais de cinco horas detido na sede da Polícia Legislativa, no Congresso Nacional, depois que o presidente da CPI da Covid no Senado, senador Omar Aziz (PSD-AM), lhe deu voz de prisão durante seu depoimento na comissão.


Segundo Aziz, o depoente mentiu em diversos pontos de sua fala e por isso determinou que a Polícia Legislativa recolhesse o ex-diretor do ministério.

“Ele está mentindo desde a manhã, dei chance para ele o tempo todo. Pedi por favor, pedi várias vezes. E tem coisas que não dá para… Os áudios que nós temos do [Luiz Paulo] Dominghetti [vendedor de vacinas] são claros. Ele vai estar detido agora pelo Brasil, pelas vítimas que morreram”, disse Aziz.

O presidente da comissão citou áudios revelados pela CNN Brasil que contradizem o que Dias afirmou no seu depoimento a respeito de um encontro com Dominghetti, representante da Davati Medical Supply.

Dias vai responder em liberdade por falso testemunho a uma CPI, conforme previsto na lei 1579 (de 1952), que trata especificamente das comissões parlamentares de inquérito. A pena prevista é de um a três anos de reclusão, além de multa.