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Ex-dependente químico, líder do Grupo Casoto defende internação compulsória

Ex-dependente químico, líder do Grupo Casoto defende internação compulsória

Ex-dependente químico, líder do Grupo Casoto defende internação compulsória


Ex-usuário de crack, Fernando Casoto é fundador do Grupo Casoto, iniciativa que ajuda quem luta contra o uso desenfreado de substâncias psicoativas há quase 17 anos. Dedicada à missão de auxiliar pessoas na recuperação de dependência química, a entidade já tratou mais de 25 mil usuários de drogas e conta com 85 clínicas de recuperação no Brasil e no Paraguai.

Segundo o paulistano, de 39 anos, que cresceu com o pai, dependente, e o avô, alcoólatra, e venceu o próprio vício após ser internado, falta um programa de inclusão para um tratamento com mais efetividade além dos que estão disponíveis pelo governo. “Incluindo a posição de uma internação compulsória quando o dependente não aceita de forma alguma tratar sua doença”, opina ele, que também lida com a recuperação com viciados em álcool, o Grupo Na Vida.

Para o empresário, a sociedade tem dificuldade de debater o assunto, como, por exemplo, a questão envolvendo a região chamada de Cracolândia, que concentra usuários de droga no centro de São Paulo. “O preconceito existe quando falo que trabalho com recuperação de dependentes. Parte das pessoas pensa que quem tem este problema é vagabundo ou não tem vergonha”, diz Casoto, sobre o problema, considerado um transtorno mental, além de um problema social, pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O último Relatório Mundial sobre Drogas, realizado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), estimou que 35 milhões de pessoas no mundo sofrem de transtornos relativos ao uso desenfreado de substâncias psicoativas e necessitam de tratamento.

Além da própria história de superação, Casoto já tratou milhares de pessoas que hoje são bem sucedidas no âmbito profissional e pessoal. “Alguns fazem parte do projeto de recuperação que desenvolvemos”, orgulha-se.

“Desde o momento que comecei este trabalho não tive a intenção de parar. Ao contrário. Diariamente busco formas de levar uma mensagem de esperança às pessoas que sofrem com esses vícios terríveis”, finalizou.