A ex-BBB Alane Dias, 25 anos, se posicionou contra o Projeto de Lei 1904, a chamada PL do aborto, e publicou um vídeo, neste sábado, 15, em que chama a atenção sobre a pena proposta a vítimas de violência sexual que decidem abortar, que é bem maior que aquela estabelecida para o agressor.

A bailarina também destacou que em vez de alterar legislação que já existe sobre aborto em caso de violência sexual, os parlamentares deveriam elaborar projetos de prevenção contra violência.

Em seu perfil no Instagram, Alane disse ser contra o PL e não escondeu a indignação com o texto. Ela postou uma longa e séria análise do quadro da violência contra a mulher no Brasil, em especial no seu estado, o Pará, na região Norte do Brasil.

“Existe um projeto de lei chamado PL 1904, que proíbe mulheres e crianças, vítimas de estupro, possam realizar um aborto. Vocês conseguem ver o quanto isso é grave? Pois esse projeto, basicamente, obriga que a vítima seja mãe do filho de um estuprador… O aborto no Brasil, em caso de estupro, é um direito da vítima.”, destacou ela.

“Mas esse projeto de lei vem justamente para modificar uma lei que já existe. Ou seja, algo que foi feito para amparar essas mulheres, agora visa criminalizá-las. Então, a gente não pode deixar isso acontecer”, clamou a atriz.

A paraense destacou a ausência de políticas mais ostensivas que possam garantir a proteção à mulher e evitar que ela seja vítima de violência.

“Os políticos deveriam estar preocupados com os números assustadores de violência sexual que acontecem diariamente no nosso país, e não criminalizar a vítima”, revoltou-se ela.

A discrepância entre a penalidade proposta no texto contra a vítima de violência, em comparação ao que já determina a lei sobre punição do agressor, também chamou a atenção da ex-BBB

“A pena de um estuprador é de até dez anos e, de acordo com esse projeto de lei, a pena da vítima seria de 20 anos. Sendo assim, a pena da vítima passa a ser maior do que a do estuprador. A aprovação dessa lei é um baita retrocesso no direito das mulheres e a gente pode contribuir para que isso não aconteça”, disse ela, convocando, em seguida, as pessoas a votarem contra o PL nos canais oficiais do governo.

“Basta você usar o seu cadastro .GOV ou se cadastrar diretamente no site e clicar em ‘discordo totalmente’. Assim, a gente pode garantir que essas mulheres e crianças tenham os seus direitos resguardados para que esse PL não entre em vigor”, pediu ela.

Alane finalizou com uma afirmação de impacto que marca o movimento popular contra o PL: “Criança não é mãe e estuprador não é pai”, disse.