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Europa veta companhia aérea PIA por supostas licenças falsas

Europa veta companhia aérea PIA por supostas licenças falsas

Um acidente de avião que matou 97 pessoas no Paquistão no mês passado ocorreu por erro humano do piloto e do controle de tráfego aéreo, segundo um relatório inicial sobre o desastre divulgado em 24 de junho. - AFP

A Pakistan International Airlines (PIA) foi proibida por seis meses de voar sobre a União Europeia, após denúncias de que um terço de seus pilotos teriam licenças falsas, anunciaram nesta terça-feira(30) a companhia e a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA).

A AESA comunicou à PIA que “ainda não foi demonstrado” que os pilotos que continuam a operar possuem as qualificações exigidas e que a agência “perdeu a confiança” na empresa, disse o porta-voz da PIA, Abdullah Khan, à AFP.

A informação foi confirmada pela EASA em nota. A agência “suspendeu a autorização de exploração da PIA” com efeito a partir das 00H00 UTC (GMT) de 1º de julho “, afirma o texto.

“A decisão foi tomada devido a preocupações com a capacidade das autoridades competentes de garantir que as companhias aéreas paquistanesas sigam a todo momento os padrões internacionais aplicáveis”, afirma a EASA.

A agência informou que decidiu com base em “uma investigação recente apresentada pelo Parlamento do Paquistão que revela que grande parte das licenças de pilotos emitidas no país são inválidas”.

O ministro da Aviação do Paquistão, Ghulam Sarwar Khan, anunciou na semana passada que 262 dos 860 pilotos paquistaneses ativos “não realizaram os exames”.

A PIA informou em seguida que 141 de seus 434 pilotos permaneceriam em solo.

Um relatório preliminar atribui a responsabilidade pelo acidente de Karachi, que causou 98 mortes em 22 de maio, à desconcentração dos pilotos e à falta de reação dos controladores de tráfego aéreo.

A PIA foi uma das maiores companhias aéreas do mundo até a década de 1970, mas anos de perdas financeiras, má administração e atrasos, afetaram a imagem da empresa.

Entre março e novembro de 2007, toda a sua frota, com a exceção de oito aviões, foi incluída na lista negra da União Europeia.

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