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Europa supera um milhão de mortos por covid em ‘fase crítica’ da pandemia, diz OMS

Europa supera um milhão de mortos por covid em ‘fase crítica’ da pandemia, diz OMS

Trabalhadores de saúde cuidam de paciente com a covid-19 em unidade de terapia intensiva em um hospital em Bougogne-Billancourt, perto de Paris, em 8 de março de 2021 - AFP


A pandemia está em fase crítica, segundo a OMS, e a Europa registrou mais de um milhão de mortos por covid-19 desde que o coronavírus foi descoberto na China em dezembro de 2019, segundo contagem realizada pela AFP a partir de balanços fornecidos pelas autoridades de saúde nesta segunda-feira (12) às 15h30 de Brasília (18H30 GMT).

Os 52 países e territórios da região (que vai, ao leste, até o Azerbaijão e a Rússia) totalizam ao menos 1.000.531 mortos (entre 46,5 milhões de casos), à frente de América Latina e Caribe (832.755 mortos, 26,2 milhões de casos), Estados Unidos/Canadá (585.760 mortos, 32,3 milhões de casos), Ásia (285.824 mortos, 19.656.223 casos), Oriente Médio (119.104 mortos, 7.011.552 casos), África (115.779 mortos, 4.354.663 casos) e Oceania (1.006 mortos, 40.348 casos).

No entanto, as tendências são muito diferentes neste grupo de países.

A Ásia, por exemplo, contabiliza 285.824 mortes, registra recordes no sul, onde se intensificam as medidas para conter o vírus.

Na Europa, ao contrário, o Reino Unido está em um momento de esperança, apesar de ter sido em certo momento da pandemia um dos territórios mais afetados e a passar o inverno confinado: nesta segunda, comemorou ao alcançar a meta de vacinar maiores de 50 anos, e voltou a habilitar áreas externas de pubs e salões de cabeleireiro.


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Mais de 2,9 milhões de pessoas morreram em todo o mundo por causa da covid-19, segundo balanço da AFP, com base em fontes oficiais.

Após mais de um ano de seu início, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta segunda-feira que a pandemia está em um “ponto crítico […], crescendo exponencialmente”, mas que poderá ser controlada “em poucos meses” se forem tomadas as medidas adequadas.

A Índia (1,3 bilhão de habitantes) registrou um rápido crescimento das infecções nas últimas semanas, elevando o número de casos a 13,5 milhões, mais do que os 13,48 milhões do Brasil. Mas em número absoluto de mortes, os indianos ainda estão longe dos brasileiros.

“Todo o país tem sido complacente: permitimos reuniões sociais, religiosas e políticas”, disse à AFP Rajib Dasgupta, professor de saúde da Universidade Jawaharlal Nehru. “Ninguém mais fazia fila” respeitando o distanciamento social, assegurou.

No Brasil, que registra 353 mil mortes, a maior parte das pessoas internadas em terapia intensiva tem menos de 40 anos, revelou estudo da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB).

Enquanto isso, o Paraguai vive uma situação de urgência, com hospitais lotados, poucos testes e um aumento acelerado de casos que levaram a um recorde de 78 mortes em 24 horas no domingo.

– Lampejos de esperança –

Enquanto isso, a Alemanha ultrapassou o umbral dos três milhões de casos.

“Essa terceira onda é talvez a mais dura”, disse nesta segunda-feira a chanceler Angela Merkel.

Mas em outros locais, surgem lampejos de esperança.

Desde esta segunda-feira, os ingleses podem ir para as áreas externas de pubs e restaurantes, medida bem recebida pelo setor da hotelaria, apesar do frio.

“Com sorte é o fim do confinamento, mas quem sabe. O que representa? Com sorte, um verão bom”, disse Richard Newman, um médico de 32 anos, enquanto esperava com amigos do lado de fora do pub Half Moon no leste de Londres às nove da manhã.

O Reino Unido, confinado pela terceira vez no início de janeiro (sendo algumas regiões, como Londres, desde meados de dezembro), está experimentando uma forte melhora em seu quadro sanitário. Atualmente, tem menos de 3.000 casos e 50 mortes por dia.

O número de pacientes internados é inferior a 3.000, em comparação com quase 40.000 no pior momento de janeiro.

Quase 60% da população recebeu a primeira dose da vacina e nesta segunda-feira alcançou com alguma antecedência a meta de dar ao menos a primeira dose aos maiores de 50 anos e aos mais vulneráveis ou expostos, anunciou o governo.

“Superamos uma etapa muito significativa no nosso programa de vacinação”, declarou o premier, Boris Johnson.

O governo britânico prevê que todos os adultos tenham recebido uma dose até o fim de julho, apesar das preocupações com os possíveis riscos de trombos vinculados à vacina da AstraZeneca.

Esta semana espera-se também um alívio nas restrições sanitárias em Itália, Irlanda e Eslovênia.

Na Grécia, as escolas de Ensino Médio de todo o país reabriram nesta segunda-feira depois de ficarem fechadas por mais de cinco meses, embora tanto alunos como professores tenham de se submeter a dois testes para a covid-19 por semana, de acordo com a ministra da Educação.

Por sua vez, a França, que vive a terceira onda, estende a vacinação nesta segunda-feira a todas as pessoas com 55 anos ou mais, que serão vacinados com as doses da AstraZeneca ou Johnson & Johnson.

– Ramadã –

Milhões de fiéis muçulmanos começam esta semana o jejum sagrado do Ramadã, um dos cinco pilares do Islã. Durante este mês, devem evitar comer e beber do nascer ao pôr do sol.

Nesse período, geralmente acontecem reuniões e os fiéis vão às mesquitas, porém neste ano as autoridades impuseram restrições e pediram que orassem em casa.

Na Arábia Saudita, apenas as pessoas vacinadas contra a covid-19 poderão realizar a umrah, a pequena peregrinação a Meca, desde o início do Ramadã.

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