Economia

Europa opera mista após Trump sugerir não ter pressa de fechar acordo com China

Depois de ensaiarem uma recuperação de perdas de ontem no começo do pregão desta terça-feira, as bolsas europeias ficaram pressionadas e tomaram rumos opostos à medida que o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu não ter pressa de fechar um acordo comercial preliminar com a China.

Em coletiva de imprensa nesta manhã, Trump disse que as negociações comerciais com a China estão indo bem e indicou que poderá haver novidades “muito em breve”, mas ressaltou não haver um prazo para o fechamento de um eventual pacto bilateral. Trump, que está em Londres para participar de reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), afirmou que, particularmente, preferiria esperar até depois da eleição presidencial dos EUA, em novembro de 2020, para selar um acordo com os chineses.

Antes disso, Trump declarou que os EUA vão tarifar os vinhos da França e “todo o resto”, em razão do Imposto sobre Serviços Digitais do país europeu.

Ontem, o governo americano já havia ameaçado impor tarifas de até 100% a US$ 2,4 bilhões em importações de produtos franceses por causa do imposto. Segundo relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), o imposto francês discrimina empresas digitais americanas como Google, Apple, Facebook e Amazon.

Durante a coletiva, Trump disse que não irá permitir que a França “tire vantagem” de companhias americanas.

Os comentários vieram um dia depois de Trump decidir restaurar tarifas para importações de aço e de alumínio do Brasil e da Argentina, com a justificativa de que ambos os países teriam promovido “maciça desvalorização” de suas moedas, num gesto que agravou as tensões comerciais globais.

A agenda de indicadores da Europa de hoje traz apenas o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da zona do euro, que teve alta marginal de 0,1% em outubro ante setembro, mas recuou 1,9% na comparação anual.

No noticiário corporativo, destaque para o UniCredit, maior banco da Itália, que mais cedo anunciou planos de eliminar cerca de 8 mil empregos e fechar 500 agências até 2023, como parte de uma estratégia para impulsionar seu lucro e reduzir custos. Em Milão, o papel do UniCredit, que também pretende recomprar 2 bilhões de euros em ações, subia cerca de 0,7%.

Às 8h16 (de Brasília), a Bolsa de Londres tinha baixa expressiva de 1,20% e Paris caía 0,50%, mas a de Frankfurt subia 0,38%. Já as de Milão e de Madri exibiam ganhos de 0,50% e 0,12%, respectivamente, mas a de Lisboa recuava 0,36%. No câmbio, o euro se enfraquecia a US$ 1,1076, mas a libra avançava a US$ 1,2988. Com informações da Dow Jones Newswires.

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