Europa celebra ‘progressos significativos’ e reforça apoio à Ucrânia

BERLIM, 15 DEZ (ANSA) – Reunidos em Berlim, na Alemanha, para tentar estabelecer um plano para encerrar a guerra na Ucrânia, líderes europeus saudaram os “progressos significativos” alcançados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para garantir uma “paz justa” e “duradoura” em Kiev.   

Em um longo comunicado conjunto assinado pelos participantes, entre eles a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, todos concordaram em continuar trabalhando com o republicano e com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, para que o fim do conflito “preserve a soberania ucraniana e a segurança europeia”.   

“Os líderes apreciaram a forte convergência entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Europa. Também expressamos apoio ao presidente Zelensky e concordamos em auxiliar quaisquer decisões finais que ele venha a tomar sobre questões específicas da Ucrânia”, afirmaram os políticos, acrescentando que as fronteiras internacionais “não devem ser alteradas pela força”.   

Os países reunidos na capital alemã destacaram ainda que as decisões relacionadas a Kiev “cabem aos ucranianos” e que apoiarão Zelensky “na consulta ao seu povo, se necessário”.   

Europeus e americanos também se comprometeram a “trabalhar juntos para fornecer garantias de segurança robustas e medidas de apoio à recuperação econômica da Ucrânia”, incluindo o compromisso de “oferecer apoio contínuo e significativo” para que Kiev consiga fortalecer suas Forças Armadas.   

Em relação a um eventual acordo de paz, a Europa deixou claro que qualquer pacto “deve proteger a segurança e a unidade de longo prazo da área euro-atlântica e o papel da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na promoção de uma forte dissuasão”. O grupo também pediu que a Rússia comece a demonstrar disposição para trabalhar por uma paz duradoura na região.   

“Agora cabe à Rússia demonstrar sua disposição de trabalhar por uma paz duradoura, aceitando o plano de paz de Trump e comprovando seu compromisso em pôr fim aos combates, por meio da concordância com um cessar-fogo. Concordamos em continuar aumentando a pressão para levar Moscou a negociações sérias”, informou a nota.   

Trump avaliou que seus enviados tiveram uma “boa conversa” com os líderes da Alemanha, Itália, Otan, Finlândia, França, Reino Unido, Polônia, Noruega, Dinamarca e Holanda. Além disso, o mandatário declarou que todos “estão mais perto do que nunca” de acabar com a guerra em Kiev. (ANSA).