Coronavírus

Europa aumenta controles por medo de 2ª onda de Covid-19

Europa aumenta controles por medo de 2ª onda de Covid-19

Artista finzaliza mural que representa os profissionais da saúde que lutam contra a COVID-19 em Calcutá, Índia - AFP

A Europa endureceu as restrições para frear o novo coronavírus, em meio a uma preocupação crescente de uma segunda onda de casos, enquanto o Brasil se aproxima da marca de 100.000 mortos, metade das vítimas fatais registradas na América Latina.

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Enquanto o número de óbitos supera 708.000 em todo o planeta e os contágios alcançam 18,8 milhões, o presidente Donald Trump foi punido por Facebook e Twitter por um vídeo no qual afirma que as crianças são “quase imunes” ao novo coronavírus.

Vários países europeus adotaram medidas mais duras, como a Finlândia, um dos países menos afetados, que anunciou nesta quinta-feira que preparava novas medidas para responder a uma aceleração da epidemia.

“A situação é extremamente delicada”, declarou a diretora estratégica do ministério da Saúde, Liisa-Maria Voipio-Pulkki, acrescentou que “uma espécie de segunda fase começou”, mesmo que ainda “seja cedo para falar de segunda onda”.

Na França, a máscara passou a ser obrigatória em áreas movimentadas de várias cidades.

O Conselho Científico que assessora o governo francês considera “altamente provável que se observe uma segunda onda epidêmica no outono ou inverno” (hemisfério norte).

“O vírus circula de forma mais ativa, com uma perda acentuada das medidas de distanciamento e de segurança”, alertou o Conselho.

A máscara também é obrigatória no famoso Distrito da Luz Vermelha de Amsterdã. Grécia, Escócia e Suíça anunciaram o endurecimento ou retorno das medidas restritivas após a detecção de novos focos da doença.

O governo irlandês decidiu prorrogar a última fase de seu desconfinamento e ordenou o uso de máscaras nas lojas e nos shopping centers a partir de 10 de agosto.

E a Alemanha acaba de classificar a região de Anvers como zona de risco, com quarentena obrigatória para os viajantes.

A Europa continua a ser a região mais afetada, com mais de 212.000 dos 708.000 mortos contabilizados no mundo desde o aparecimento da pandemia na China em dezembro de 2019.

Estados Unidos continua a ser, de longe, o país mais atingido, registrando 1.262 mortes e 53.158 casos na quarta-feira, para um total de mais 4,8 milhões de contágios e 157.930 vítimas fatais.

– Cacique brasileiro, vítima da COVID –

 

No Brasil, vítima da COVID-19, faleceu na quarta-feira o cacique Aritana Yawalapiti, uma das lideranças indígenas mais importantes do país na luta pela preservação da Amazônia.

O Brasil é de longe o mais afetado na região, com mais de 97.000 mortos, quase metade das 209.000 vítimas fatais da América Latina e Caribe, e 2,859 milhões de casos.

O balanço também se agrava no Peru, que registrou um novo recorde diário de 221 falecidos e 7.734 casos, elevando o total de mortes por COVID-19 a 20.228, além de 447.624 contágios.

Com 33 milhões de habitantes, o Peru é o terceiro país mais afetado da região, depois de Brasil e México.

A Argentina bateu pelo segundo dia consecutivo o recorde de casos, que agora somam 220.669 no país de 44 milhões de habitantes, com mais de 4.100 mortos.

Na Colômbia, o ex-presidente Álvaro Uribe testou positivo para o novo coronavírus.

Apesar do pico de contágios no Brasil e Paraguai, os governos dos dois países analisam a abertura “inteligente” da Ponte da Amizade, entre as cidades fronteiriças de Ciudad del Este e Foz do Iguaçu.

– “Desinformação” –

Em uma medida extraordinária na quarta-feira à noite, o Facebook retirou um vídeo sobre o coronavírus da conta do presidente Donald Trump.

Esta é a primeira vez que a rede social remove uma publicação da página do presidente por violar as regras sobre “desinformação”, embora tenha excluído uma publicação da página de sua campanha eleitoral por usar um símbolo nazista.

O Twitter anunciou ter bloqueado temporariamente a conta oficial da campanha de reeleição do presidente republicano devido a um tuíte que continha o mesmo vídeo, uma entrevista na qual Trump afirma que as crianças são “quase imunes” à COVID-19.

Pouco depois, a conta @TeamTrump estava ativa, o que sugere que o vídeo havia sido retirado.

– Consequências econômicas –

A pandemia continua prejudicando qualquer tipo de planejamento: nos Estados Unidos Joe Biden desistiu de aceitar pessoalmente a candidatura democrata, enquanto Donald Trump avalia a possibilidade de romper a tradição e aceitar a indicação republicana na própria Casa Branca.

Economicamente, as consequências da pandemia são igualmente devastadoras em todos os países.

O Banco da Inglaterra (BoE) divulgou nesta quinta-feira que espera uma recessão de 9,5% para este ano, contra 14% da estimativa anterior.

A Lufthansa, maior empresa europeia do setor de aviação, que escapou da falência graças à ajuda do Estado, registrou prejuízo líquido de 3,6 bilhões de euros (4,275 bilhões de dólares) no primeiro semestre, sendo 1,5 bilhão no segundo trimestre, quando a pandemia de COVID-19 praticamente paralisou o transporte aéreo mundial.

Segundo números divulgados pelo instituto de pesquisa ADP, os Estados Unidos criaram 167.000 empregos no setor privado durante o mês de julho, um número muito inferior ao 1,6 milhão aguardado pelos analistas.

– Mais investimentos em vacinas –

As esperanças do mundo de romper o círculo de confinamento e depressão econômica é a descoberta de uma vacina.

O governo dos Estados Unidos aprovou um novo investimento de US$ 1 bilhão ao projeto da multinacional farmacêutica Johnson & Johnson, em troca de ter garantidas ao menos 100 milhões de doses se o projeto tiver sucesso.

O Canadá, por sua vez, informou que chegou a dois acordos com as farmacêuticas americanas Pfizer e Moderna para a obtenção das vacinas em 2021.

Testes clínicos em humanos começaram na China para uma potencial vacina contra o coronavírus a cargo do grupo farmacêutico alemão BioNTech e da chinesa Fosun Pharma.

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