Os membros do Parlamento Europeu aprovaram de forma definitiva a meta climática da União Europeia para 2024: uma redução de 90% nas emissões de gases de efeito estufa em comparação com os níveis de 1990, um marco para o bloco em sua busca pela neutralidade de carbono até meados do século.
Os legisladores aprovaram a ambiciosa meta climática por 413 votos a 226, juntamente com medidas de flexibilização, incluindo a possibilidade de compra de créditos de carbono fora do continente.
A meta agora requer a aprovação final dos Estados-membros da UE.
Como parte de um compromisso para atender às preocupações de diversos países, o texto final permite que 5% das reduções sejam alcançadas por meio de créditos de carbono adquiridos para projetos fora da Europa.
Grupos ativistas acusam o bloco de simplesmente transferir sua luta contra as mudanças climáticas para o exterior.
Posteriormente, a UE poderia, se necessário, permitir que os Estados-membros compensem outros 5% de suas metas com créditos dos mercados internacionais de carbono.
Sob pressão da Polônia e da Hungria, o acordo final também adiou a implementação de um sistema de comércio de emissões para o transporte em estradas e o aquecimento de edifícios por um ano, até 2028, embora alguns Estados-membros continuem pressionando por novos adiamentos.
Atrás da China, dos Estados Unidos e da Índia em termos de emissões, a União Europeia tem sido a mais comprometida, entre os principais poluidores, com a ação climática. Até 2023, havia reduzido suas emissões em 37% em comparação com os níveis de 1990.
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