O governo do presidente Joe Biden “está tomando medidas para impor restrições de visto a um executivo” de uma companhia aérea de voos fretados por “facilitar a migração irregular aos Estados Unidos através da Nicarágua”, informou o Departamento de Estado em um comunicado.
O texto não cita o nome do executivo sancionado, nem o da companhia aérea, mas explica que os voos para a Nicarágua são feitos de fora do continente americano.
“Ninguém deve se beneficiar dos migrantes vulneráveis, nem os traficantes de pessoas, nem as empresas privadas, nem os funcionários públicos”, insistiu o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, no comunicado.
“Continuaremos tomando medidas para impor restrições de visto aos proprietários, executivos e funcionários do alto escalão de empresas de transporte sem escrúpulos”, acrescentou.
Em meados de maio, os Estados Unidos impuseram sanções à Nicarágua, acusando o país de lucrar com a migração, e emitiram um alerta para advertir as companhias aéreas a evitar serem cúmplices “na exploração de migrantes”.
Essas sanções fazem parte de uma política promovida por Washington desde fevereiro passado para sancionar diretores de empresas de transporte terrestre, marítimo ou aéreo que promovem a migração irregular.
A afluência de migrantes é um dos temas que mais preocupam os eleitores americanos a poucos meses das eleições presidenciais de novembro, que serão disputadas pelo democrata Joe Biden, candidato à reeleição, e pelo republicano Donald Trump.
A patrulha fronteiriça dos Estados Unidos realizou em abril mais de 179 mil interceptações de migrantes e solicitantes de asilo, em sua maioria latino-americanos, que cruzaram ilegalmente a fronteira com o México, segundo dados oficiais.
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