EUA, Rússia e Ucrânia discutem guerra em reunião trilateral

ROMA, 23 JAN (ANSA) – O primeiro dia de conversas trilaterais realizadas entre negociadores de Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, com o objetivo de buscar uma solução para o conflito e as disputas territoriais, foi concluído nesta sexta-feira (23), nos Emirados Árabes Unidos.   

A informação foi confirmada à CNN por uma fonte familiarizada com as discussões. Até o momento, porém, não foram divulgados detalhes sobre os temas abordados nem eventuais avanços alcançados no primeiro dia de negociações.   

Entretanto, de acordo com a agência de notícias estatal russa Tass, representantes dos três países concordaram em retomar as negociações no próximo sábado (24), conforme previsto no cronograma inicial dos encontros.   

“É positivo que o primeiro dia de reuniões em Abu Dhabi tenha terminado e que os encontros continuem amanhã. Isso significa que o diálogo continua, e nós o apoiamos”, declarou o vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, ao Tg2 Post.   

O encontro trilateral ocorreu após conversas no Kremlin entre o presidente russo, Vladimir Putin, o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o genro de Donald Trump, Jared Kushner.   

Além disso, acontece enquanto ataques russos colocaram o território ucraniano em uma profunda energética, uma das piores dos quatro anos de guerra.   

Kiev vem sofrendo pressão crescente dos Estados Unidos para avançar em um acordo de paz após a invasão russa em larga escala, iniciada em fevereiro de 2022.   

Como pré-requisito para um cessar-fogo, Moscou exige que a Ucrânia entregue integralmente a região de Donbass, importante polo industrial situado no leste do país.   

A delegação russa é chefiada pelo general Igor Kostiukov, oficial superior do Estado-Maior, enquanto a Ucrânia é representada pelo secretário do Conselho de Segurança, Rustem Umerov; pelo chefe do gabinete presidencial, Kirill Budanov; pelo seu vice, Sergi Kislitsya; pelo líder do partido presidencial, David Arakhamia; e pelo chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general Andrii Gnatov. (ANSA).