O governo dos Estados Unidos respondeu nesta quinta-feira, 23, às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ironizou a proximidade do secretário de Estado Marco Rubio com a família Bolsonaro. Em comunicado, o Departamento de Estado evitou polemizar, mas reafirmou seu interesse na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos no Brasil.
O que aconteceu
- Governo dos EUA se manifesta após declarações de Lula sobre Marco Rubio e a família Bolsonaro.
- O Departamento de Estado americano evitou polemizar, mas defendeu a liberdade de expressão e os processos democráticos.
- Lula havia ironizado a ligação entre Rubio e os Bolsonaro, desafiando o secretário a montar um comitê de apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Questionado pelo g1 sobre as falas de Lula, um porta-voz do Departamento de Estado optou por uma resposta protocolar. A diplomacia americana limitou-se a afirmar que os EUA mantêm um “interesse histórico e global na liberdade de expressão e na integridade dos processos democráticos em todo o mundo, inclusive no Brasil”.
Qual o contexto das declarações?
Marco Rubio é amplamente reconhecido em Washington como um aliado da família Bolsonaro. A manifestação do governo americano ocorre em um período em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensifica seus ataques às urnas eletrônicas, reiterando acusações que já foram desmentidas em diversas ocasiões pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
As declarações do presidente Lula foram feitas durante a convenção do PDT, partido que, na ocasião, aprovou por unanimidade o apoio à sua pré-candidatura à reeleição. Naquele evento, Lula desafiou abertamente: “Se o secretário de Estado americano quiser vir apoiar o meu adversário, que venha, que monte um comitê, porque a gente vai derrotar todos em nome da defesa da democracia desse país”, discursou.
Presidente critica “traidores” que vão aos EUA
Ainda em seu discurso, Lula reiterou a crítica de que “antigamente traidor era enforcado” e que, atualmente, há “vários traidores que vão aos EUA pedir punição ao Brasil”. O presidente também afirmou estar convidando “quem quiser do mundo para ver as eleições” e concluiu sua fala com a enfática declaração de que não tem “o direito de perder”.
Da IstoÉ