Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira (27) um importante exercício da Força Aérea durante vários dias no Oriente Médio, enquanto Washington e Teerã trocam farpas pela repressão mortal do Irã a manifestantes contra o governo.
O anúncio ocorreu um dia depois de o Exército dos Estados Unidos informar que o grupo de ataque do porta-aviões “USS Abraham Lincoln” havia chegado ao Oriente Médio, aumentando de forma drástica o poder de fogo americano na região.
O exercício “demonstrará a capacidade de desdobrar, dispersar e sustentar o poder aéreo de combate” no Oriente Médio, informou em comunicado a unidade da Força Aérea do Comando Central, responsável pelas forças norte-americanas na área.
A data e o local exatos do exercício não foram divulgados.
Os protestos no Irã começaram no fim de dezembro, impulsionados pela difícil situação econômica, mas se transformaram em um movimento massivo contra a república islâmica, com enormes manifestações de rua durante vários dias a partir de 8 de janeiro.
Um grupo de defesa dos direitos humanos com sede nos Estados Unidos afirmou na terça-feira que havia confirmado a morte de mais de 6 mil pessoas nos protestos e acrescentou que estava investigando mais de 17 mil possíveis óbitos.
O presidente Donald Trump havia advertido repetidamente o Irã de que, se o regime matasse manifestantes, os Estados Unidos interviriam militarmente, e também incentivou os iranianos a assumir o controle de instituições estatais, ao afirmar que “a ajuda está a caminho”.
Mas recuou e não ordenou ataques no início deste mês, após afirmar que Teerã havia interrompido mais de 800 execuções sob a pressão de Washington.
wd/bgs/mr/nn/am