EUA reafirmam domínio após prisão de Maduro na Venezuela: ‘Este é o nosso hemisfério’

Departamento de Estado declarou que Donald Trump não permitirá que a segurança dos EUA seja ameaçada

EUA reafirmam domínio após prisão de Maduro na Venezuela: 'Este é o nosso hemisfério'

A administração de Donald Trump intensificou a retórica de controle sobre as Américas nesta segunda-feira, 5 de janeiro, após a realização de uma operação militar em solo venezuelano. Por meio de canais oficiais e redes sociais, o governo dos Estados Unidos declarou que a região está sob sua zona de influência direta, utilizando a frase “este é o nosso hemisfério” para justificar a movimentação.

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A mensagem, publicada logo após o anúncio da operação, reflete a postura assertiva que o gabinete de Trump vem adotando em relação aos vizinhos do sul. Fontes da Casa Branca indicam que a movimentação visa desarticular estruturas que Washington considera ameaças à estabilidade dos EUA. A escolha das palavras não foi aleatória; ao evocar a posse do hemisfério, o governo estadunidense envia um recado direto a potências como China e Rússia, que mantêm investimentos e cooperação militar com o regime de Nicolás Maduro

O uso de redes sociais para comunicações oficiais de segurança nacional tem sido uma marca desta gestão. O termo “nosso hemisfério” ecoa diretrizes históricas, mas com uma roupagem de intervenção direta que não era vista há décadas.

A operação foi coordenada por meio de unidades de elite, e o Departamento de Defesa deve divulgar um relatório detalhado nas próximas horas. No Brasil, o governo acompanha a situação com cautela, monitorando as fronteiras por meio do Exército Brasileiro. A preocupação central do Itamaraty reside no fluxo migratório e na segurança energética do estado de Roraima, que historicamente depende de conexões com o país vizinho.