A administração de Donald Trump intensificou a retórica de controle sobre as Américas nesta segunda-feira, 5 de janeiro, após a realização de uma operação militar em solo venezuelano. Por meio de canais oficiais e redes sociais, o governo dos Estados Unidos declarou que a região está sob sua zona de influência direta, utilizando a frase “este é o nosso hemisfério” para justificar a movimentação.
+ Maduro se declara inocente em tribunal de Nova York
+ Venezuela ordena que polícia prenda qualquer pessoa envolvida em apoio aos EUA
This is OUR Hemisphere, and President Trump will not allow our security to be threatened. pic.twitter.com/SXvI868d4Z
— Department of State (@StateDept) January 5, 2026
A mensagem, publicada logo após o anúncio da operação, reflete a postura assertiva que o gabinete de Trump vem adotando em relação aos vizinhos do sul. Fontes da Casa Branca indicam que a movimentação visa desarticular estruturas que Washington considera ameaças à estabilidade dos EUA. A escolha das palavras não foi aleatória; ao evocar a posse do hemisfério, o governo estadunidense envia um recado direto a potências como China e Rússia, que mantêm investimentos e cooperação militar com o regime de Nicolás Maduro
O uso de redes sociais para comunicações oficiais de segurança nacional tem sido uma marca desta gestão. O termo “nosso hemisfério” ecoa diretrizes históricas, mas com uma roupagem de intervenção direta que não era vista há décadas.
A operação foi coordenada por meio de unidades de elite, e o Departamento de Defesa deve divulgar um relatório detalhado nas próximas horas. No Brasil, o governo acompanha a situação com cautela, monitorando as fronteiras por meio do Exército Brasileiro. A preocupação central do Itamaraty reside no fluxo migratório e na segurança energética do estado de Roraima, que historicamente depende de conexões com o país vizinho.