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EUA reabrirão em novembro para viajantes estrangeiros, incluindo brasileiros

EUA reabrirão em novembro para viajantes estrangeiros, incluindo brasileiros

Passageira chega ao aeroporto internacional John F. Kennedy de Nova York


Por David Shepardson e Andrea Shalal

WASHINGTON (Reuters) – Os Estados Unidos vão permitir no início de novembro a entrada de passageiros aéreos vindos de Brasil, China, Índia, Reino Unido e a maioria dos países europeus que receberam vacinas contra Covid-19, disse a Casa Branca nesta segunda-feira, amenizando algumas das restrições de viagens aplicadas no início do ano passado.

A Casa Branca planeja permitir a entrada de viajantes estrangeiros de países que estavam na lista de barrados pelos EUA desde o início de 2020 ao passo que adota novas exigências em meio à pandemia, disse o coordenador da Casa Branca para a resposta ao coronavírus, Jeff Zients.

As restrições dos EUA foram inicialmente impostas a viajantes vindos da China em janeiro de 2020 pelo então presidente Donald Trump e posteriormente ampliadas para outros países nos meses seguintes, sem uma métrica clara sobre como e quando revogá-las.

O presidente dos EUA, Joe Biden, acrescentou novas restrições de viagens em abril deste ano sobre a Índia, impedindo que a maioria dos estrangeiros entrassem nos EUA. Biden também reverteu os planos de Trump de revogar as restrições contra países europeus em janeiro.

Atualmente os EUA impedem a entrada da maioria dos estrangeiros que nos 14 dias anteriores tenham passado pelo Reino Unido, pelos países europeus do espaço Schengen, de Irlanda, China, Índia, África do Sul, Irã e Brasil.

Haverá algumas exceções à política sobre vacinas, disseram autoridades, incluindo para crianças que ainda não são elegíveis para vacinação. As novas regras ainda não se aplicam a viajantes que cruzam as fronteiras terrestres com o Canadá e o México.

As companhias aéreas tem feito intensa campanha junto à Casa Branca por meses pela revogação das restrições, mas não tiveram sucesso em vê-las revogadas a tempo da temporada de viagens do verão no Hemisfério Norte. A Casa Branca disse em julho que tinha preocupações com a altamente contagiosa variante Delta do coronavírus e com um número crescente de casos de Covid-19 no país.

A média móvel diária de sete dias de casos relatados de Covid-19 nos EUA mais que dobrou desde então.

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