O governo dos Estados Unidos divulgou nesta quinta-feira (1) os nomes de mais de 50 funcionários e ex-funcionários de El Salvador, Guatemala e Honduras, incluindo ex-presidentes e atuais ministros, legisladores e magistrados, que considerou “atores corruptos e antidemocráticos” e os proibiu de entrar no país.
“Hoje damos mais um passo na luta contra a corrupção na Guatemala, Honduras e El Salvador ao anunciar restrições de vistos para atores corruptos e antidemocráticos. A corrupção mina a democracia e a confiança pública. Melhor governança significa um futuro melhor”, tuitou o secretário de Estado Antony Blinken.
A chamada Lista Engel foi entregue ao Congresso em cumprimento a uma lei proposta pelo então legislador Eliot Engel em dezembro de 2020. O texto deu ao Departamento de Estado 180 dias para identificar, nos três países centro-americanos, envolvidos em “corrupção significativa”, obstrução da justiça e afronta à democracia.
No total, 55 pessoas foram incluídas: 21 de Honduras, 20 da Guatemala e 14 de El Salvador.
Os ex-presidentes da Guatemala Álvaro Colom (2008-2012) – acusado de irregularidades em um contrato de transporte público – e de Honduras, Porfirio “Pepe” Lobo (2010-2014) – acusado de receber propina da organização narcotraficante Los Cachiros – estão entre os principais sancionados.
De El Salvador, destacam-se pessoas próximas ao presidente Nayib Bukele: sua chefe de gabinete, Carolina Recinos, o ministro do Trabalho, Rolando Castro e o ex-ministro da Segurança Rogelio Rivas.
Além de Rosa Elena Bonilla de Lobo, ex-primeira-dama de Honduras, estão incluídos cerca de quinze membros do Congresso Nacional hondurenho.
Da Guatemala, destaca-se Nester Vásquez, magistrado do Tribunal Constitucional, órgão que se encontra acima do Supremo Tribunal de Justiça e é fundamental para a resolução de casos políticos e constitucionais.
Vários dos nomes divulgados nesta quinta-feira já haviam sido incluídos pelo Departamento de Estado em uma lista resumida divulgada em maio.