EUA pede negociações trilaterais com Rússia e China sobre não proliferação nuclear

Os Estados Unidos pediram, nesta sexta-feira (6), negociações trilaterais com Rússia e China para estabelecer novos limites para as armas nucleares, após o término, na quinta-feira, do último tratado entre as duas principais potências nucleares, Washington e Moscou.

Moscou não descartou participar das negociações, mas, nesta sexta-feira, condicionou sua participação ao envolvimento da França e do Reino Unido.

“As repetidas violações por parte da Rússia, o aumento dos arsenais em todo o mundo e as falhas na concepção e implementação do Novo START conferem aos Estados Unidos um claro imperativo para pedir uma nova arquitetura que aborde as ameaças de hoje, e não as de uma era passada”, disse Thomas DiNanno, subsecretário de Estado para o Controle de Armas, em uma reunião da Conferência sobre Desarmamento, em Genebra.

“Enquanto estamos aqui hoje, o arsenal nuclear da China não tem limites, transparência, declarações ou controles”, afirmou.

DiNanno insistiu que “a próxima era do controle de armas pode e deve continuar com um foco claro, mas exigirá a participação de mais países além da Rússia na mesa de negociações”.

O presidente Donald Trump pediu que os Estados Unidos e a Rússia negociem um novo tratado de armas nucleares “modernizado”, em vez de estender o que expirou na quinta-feira, pondo fim a décadas de restrições aos arsenais de ogivas nucleares.

A Rússia declarou que “a princípio, participaria do processo se o Reino Unido e a França também fossem incluídos, já que são aliados militares dos Estados Unidos na Otan, que se declarou uma aliança nuclear”, disse o embaixador russo Gennady Gatilov na Conferência sobre Desarmamento em Genebra.

nl/rjm/avl/dbh/pb/ahg/aa/fp