EUA orientam cidadãos norte-americanos a deixar 14 países no Oriente Médio

Donald Trump prevê conflito de até cinco semanas, mas ressalta que pode durar mais tempo

Prédios em ruínas em Teerã após bombardeios
Prédios em ruínas em Teerã após bombardeios Foto: AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos pediu na segunda-feira, 2, que cidadãos estadunidenses deixem imediatamente 14 países do Oriente Médio, inclusive Israel, em meio aos bombardeios contra o Irã.

Mora Namdar, secretária-adjunta do Departamento de Estado para assuntos consulares, afirmou que os cidadãos estadunidenses podem sair dos países utilizando o transporte comercial disponível “devido aos riscos de segurança”.

Este último comunicado se aplica a Bahrein, Egito, Irã, Iraque, Israel, Cisjordânia e Faixa de Gaza, Jordânia, Kuwait, Líbano, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen. Além disso, a Embaixada dos EUA em Amã, na Jordânia, anunciou que seus funcionários haviam deixado o local por causa de “uma ameaça”.

O Departamento de Estado ainda ativou uma força-tarefa de emergência interinstitucional para gerenciar a situação e coordenar a resposta estadunidense em relação ao conflito no Oriente Médio.

Os EUA e Israel realizaram em conjunto no sábado, 28, uma operação militar contra diversos alvos no Irã, matando muitos funcionários do alto escalão, incluindo o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em seguida, Teerã respondeu com seus próprios bombardeios.

O presidente Donald Trump afirmou na segunda que o conflito tem a previsão de durar de quatro a cinco semanas, mas pode se prolongar por mais tempo.

O conflito mergulhou a região em guerra e deixou dezenas de mortos. Também resultou em um aumento acentuado nos preços da energia, pois as autoridades iranianas ameaçaram atirar em qualquer navio que tentasse passar pelo Estreito de Ormuz, rota marítima fundamental para o abastecimento mundial de petróleo.

*Com informações da agência de notícias Reuters