EUA negocia para que Índia compre petróleo venezuelano

Os Estados Unidos realizam negociações com a Índia sobre a compra de petróleo venezuelano, informou nesta sexta-feira (20) o embaixador americano em Nova Délhi, Sergio Gor.

A Venezuela, rica em petróleo, foi um dos principais fornecedores de petróleo bruto da Índia antes do presidente americano, Donald Trump, endurecer as sanções contra Caracas.

Em 3 de janeiro, militares americanos capturaram e derrubaram o então presidente venezuelano Nicolás Maduro.

Desde então, Trump pressiona a administração venezuelana, liderada por Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, para que abra seus campos petrolíferos a empresas privadas.

O diálogo com a Índia ocorre em um momento em que o país asiático tenta reduzir sua dependência da importação de energia russa como parte de negociações comerciais com Washington para que tarifas sejam reduzidas.

Segundo Trump, o acordo comercial provisório anunciado este mês levaria a Índia a comprar mais petróleo dos Estados Unidos e da Venezuela.

À margem de uma cúpula mundial sobre inteligência artificial em Nova Délhi, Gor informou sobre “negociações ativas” para possível venda de petróleo venezuelano para a Índia.

“Esperamos ter notícias muito em breve”, disse.

Trump impôs tarifas de 50% sobre a maioria dos produtos indianos no ano passado, por considerar que a compra de petróleo russo por parte de Nova Délhi ajudava a financiar a guerra na Ucrânia, que ele quer pôr fim.

Ao anunciar o acordo comercial provisório, Trump disse ter cancelado uma tarifa adicional após o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, prometer parar de comprar petróleo de Moscou.

“Vimos a Índia diversificar seu petróleo, há um compromisso”, estimou Gor. “Não se trata da Índia; os Estados Unidos não querem que ninguém compre petróleo russo”.

Acrescentou que o acordo comercial que reduziria as tarifas sobre os produtos indianos para 18% poderia ser finalizado “muito em breve”.

“A realidade é que há dezenas de milhares de pontos (…) não estamos falando de um país pequeno, esta é uma das maiores economias, então estamos satisfeitos pelo acordo provisório estar pronto”, afirmou.

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