A reunião do G20 das Finanças teve início nesta segunda-feira, 31 de agosto, em Asheville, na Carolina do Norte, sob a presidência dos Estados Unidos. O encontro, que reúne ministros e presidentes de bancos centrais das maiores economias mundiais, está marcado pela forte pressão americana por medidas econômicas mais duras contra o Irã e a China.
- Os EUA pressionam o G20 por medidas econômicas mais rígidas contra Irã e China em reunião de ministros das Finanças.
- O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, cobrou que parceiros comerciais revissem as condições com Pequim devido ao seu superávit de US$ 1,2 trilhão.
- A reunião é considerada “complicada” pelo ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, devido à falta de consenso e às grandes mudanças globais.
O encontro reúne ministros das Finanças e presidentes de bancos centrais de 20 das maiores economias do mundo, além da União Africana e da União Europeia.
Na abertura da primeira sessão plenária, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, definiu o crescimento econômico como a “primeira prioridade do G20”. Mas o tom foi de cobrança: Bessent pediu que os parceiros revejam as condições comerciais com Pequim e elevem barreiras contra as exportações do gigante asiático.
“O mundo não pode permitir uma China com superávit comercial de US$ 1,2 trilhão. A economia chinesa está bastante fraca. Eles estão tentando sair da crise apostando em exportações, mas precisam reequilibrar sua economia”, afirmou o secretário em entrevista à Reuters publicada na véspera do encontro.
EUA cobram reequilíbrio econômico da china
Outro tema central é a pressão dos Estados Unidos por sanções mais duras contra o Irã, poucas horas após ataques militares entre os dois países. Bessent agradeceu à Europa pelo “forte apoio” às medidas propostas por Washington, que preveem sanções contra países que realizarem negócios com a República Islâmica.
No entanto, o ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, definiu a reunião do G20 como “complicada”. “O fato de não haver um comunicado conjunto já demonstra que, sobre alguns temas decisivos, os 20 não estão de acordo. É um período de grandes mudanças”, disse Giorgetti a jornalistas, à margem da cúpula.
Há consenso entre os membros do G20?
“A Europa tem um mecanismo de coordenação, mas precisa encontrá-lo, antes de tudo, com seus aliados históricos, os Estados Unidos, algo que neste momento não está exatamente delineado”, afirmou.