Uso de aeronave indica aposta americana no enfraquecimento das defesas antiaéreas do Irã, diz jornal. Foco é atingir cadeias de suprimentos de armamentos. Acompanhe o conflito.
Jornalista americana é sequestrada em Bagdá
Trump sugere que aliados abram o Estreito de Ormuz por conta própria
Irã ataca petroleiro no porto de Dubai
Comissão parlamentar iraniana aprova projeto para cobrar pedágio em Ormuz
Israel diz que vai ocupar quase 10% do Líbano
Mais de 200 mil pessoas fugiram do Líbano para a Síria
Itália nega aos EUA uso de base na Sicília a aviões envolvidos na guerra
Pentágono nega que Hegseth tenha lucrado com ações de defesa antes da guerra
Israel diz que 4 de seus soldados morreram no front do Líbano
Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares, desencadeando o atual conflito no Oriente Médio:
EUA empregam bombardeiros B-52 pela 1ª vez no Irã
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou nesta terça-feira (31/03) que as forças americanas sobrevoaram o território iraniano com bombardeiros B-52 pela primeira vez desde o início da guerra.
A informação foi confirmada pelo presidente do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. "Nos últimos 30 dias, atingimos mais de 11 mil alvos. Com a crescente superioridade aérea, também lançamos as primeiras missões de B-52 sobre território iraniano", disse na ocasião.
Segundo o jornal americano The New York Times, a operação sugere que Washington aposta no enfraquecimento das forças de defesa antiaérea do Irã. Diferentemente de aeronaves projetadas para evitar radares e barragens de mísseis, os B-52 — construídos na década de 1960 — são de grande porte, têm capacidade de carregar ogivas nucleares e, por isso, são menos ágeis e mais vulneráveis a sistemas antiaéreos.
No último mês, os EUA realizaram diversos ataques contra sistemas de defesa iranianos. Não está claro como os B-52 foram empregados nessa primeira ação, mas Caine indicou que o foco das aeronaves não é nuclear, e sim o de destruir "as cadeias de suprimentos que abastecem as instalações de construção de mísseis, drones e navios da Marinha do Irã, sufocando a capacidade do país de repor munições".
gq/ra (OTS)
Jornalista americana é sequestrada em Bagdá; milícia ligada ao Irã é apontada como suspeita
Uma jornalista americana foi sequestrada nesta terça-feira (31/03) em Bagdá. Ela foi identificada como a freelancer Shelly Kittleson por um dos veículos para os quais trabalha.
Um funcionário dos EUA responsabilizou o grupo xiita Kataib Hezbollah pelo sequestro. Trata-se de um grupo paramilitar iraquiano que, assim como o Hezbollah libanês, também compõe o "Eixo da Resistência" do Irã.
O Ministério do Interior do Iraque confirmou o incidente, mas não forneceu mais detalhes. Oficiais de segurança iraquianos afirmaram que dois carros participaram do sequestro. Um deles bateu enquanto era perseguido perto da cidade de Al-Haswa, na província de Babil, ao sudoeste de Bagdá. A jornalista foi então transferida para um segundo veículo, que conseguiu fugir.
O Ministério do Interior informou que as forças de segurança lançaram uma operação para localizar os sequestradores e interceptaram um veículo que capotou durante a fuga. Um suspeito foi preso, segundo o comunicado.
Kittleson atua há muitos anos como freelancer na região, com ampla cobertura na Síria e no Iraque. O site Al-Monitor, especializado em notícias do Oriente Médio, disse estar "alarmado" com o caso e identificou a jornalista como uma colaboradora freelancer da publicação.
"Pedimos sua libertação imediata e em segurança. Apoiamos seu trabalho essencial na região e pedimos seu rápido retorno para continuar sua importante missão."
Dylan Johnson, secretário assistente de Estado para Assuntos Públicos, afirmou no X que o "Departamento de Estado já havia cumprido seu dever de alertar essa pessoa sobre ameaças contra ela".
"Um indivíduo com ligações à milícia Kataib Hezbollah, alinhada ao Irã, e suspeito de envolvimento no sequestro foi detido pelas autoridades iraquianas", acrescentou Johnson.
gq (AFP, AP)
Guerra no Irã impõe desafios inéditos para comércio global
Enquanto os otimistas acreditavam que a guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã estava prestes a chegar ao fim, após um mês de conflito, eis que surge mais uma reviravolta.
Logo depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizar que as negociações avançavam e que um acordo de cessar-fogo estava próximo, ele ameaçou redobrar os bombardeios contra instalações de energia e industriais iranianas.
Enquanto isso, o Irã está permitindo que um pequeno número de navios passe pelo Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que nega quaisquer negociações reais de cessar-fogo em curso.
Sobre um ponto fundamental a maioria dos especialistas concorda: quanto mais o conflito se prolongar, mais devastador será seu impacto sobre o abastecimento energético mundial, a inflação e a estabilidade econômica. Cada semana adicional de interrupção eleva os custos para consumidores e empresas, enquanto o crescimento desacelera.
O Banco da Reserva Federal de Dallas, parte do sistema do banco central dos EUA, previu no início deste mês que um fechamento de três meses ou mais do estreito causaria uma desaceleração do crescimento do PIB global de 2,9%, em termos anualizados, no segundo trimestre do ano.
Sempre que Ormuz — gargalo para 20% do comércio global de petróleo — reabrir, a velocidade da produção de petróleo e gás e a retomada do tráfego de petroleiros determinará a rapidez com que a economia global poderá se recuperar.
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Trump sugere que aliados abram o Estreito de Ormuz por conta própria
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu na manhã desta terça-feira (31/03) aos países que se recusaram a aderir à sua ofensiva militar contra o Irã que ajam com "coragem" e "tomem" o Estreito de Ormuz por conta própria.
"A todos esses países que não conseguem combustível de aviação devido ao (fechamento do) Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a se envolver na decapitação do Irã, tenho uma sugestão: primeiro, comprem (petróleo) dos Estados Unidos, temos de sobra; e número dois, encontrem um pouco de coragem tardia, vão ao estreito e TOMEM-NO", escreveu Trump em sua rede social, a Truth Social.
Trump sugeriu que, após iniciar em 28 de fevereiro a ofensiva militar contra o Irã junto com Israel e sem consultar seus aliados, os EUA não têm interesse em abrir o Estreito de Ormuz – que Teerã fechou ao importante tráfego marítimo a partir do Golfo Pérsico – porque o país está menos exposto ao óleo bruto que vem dessa região.
"O Irã já foi essencialmente aniquilado. O mais difícil já foi feito. Vão buscar o seu petróleo", recomendou Trump, em uma mensagem que pode ser lida como uma advertência também aos seus aliados da Otan ou na Ásia, cada vez mais afetados pela interrupção do fluxo de petróleo, gás liquefeito e outras matérias-primas essenciais do Oriente Médio.
"Vocês têm que aprender a lutar por si mesmos. Os Estados Unidos da América não estarão lá para ajudá-los mais, da mesma forma que não estiveram disponíveis quando nós precisamos", lamentou Trump.
jps (EFE)
Chefe de Direitos Humanos da ONU diz que pena de morte a palestinos será crime de guerra
O Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, condenou nesta terça-feira (31/02) a nova lei israelense que impõe a pena de morte para palestinos da Cisjordânia condenados por terrorismo e pediu a revogação da norma, uma vez que sua aplicação aos residentes desse território palestino ocupado "constituiria um crime de guerra".
A lei aprovada na segunda-feira pela Knesset (Parlamento israelense) "é claramente incompatível com as obrigações de Israel nos termos do direito internacional, incluindo a relativa ao direito à vida", afirmou.
Além disso, “levanta sérias preocupações sobre violações do devido processo legal, é profundamente discriminatória e deve ser revogada imediatamente”.
A norma estabelece a execução por enforcamento como pena padrão para palestinos condenados na Cisjordânia ocupada por ataques mortais contra israelenses. Não é prevista a possibilidade de indulto e, além disso, a lei determina que as sentenças de morte, uma vez proferidas, devem ser executadas no prazo de 90 dias, o que, segundo Türk, "por si só constitui uma violação do direito internacional humanitário.
jps (EFE)
Secretário de Defesa dos EUA diz não descartar envio de tropas terrestres ao Irã
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insistiu nesta terça-feira que seu país não descarta “nenhuma opção” na guerra que trava ao lado de Israel contra o Irã, incluindo a possibilidade de um envio de tropas terrestres, e afirmou que preferem parecer "imprevisíveis" diante do adversário.
"Não vamos descartar nenhuma opção. Não é possível travar e vencer uma guerra se se revelar o que se está disposto a fazer ou não, incluindo o envio de tropas para o terreno", respondeu ele a perguntas sobre o envio de pessoal militar americano para o Oriente Médio durante entrevista coletiva no Pentágono.
Segundo Hegseth, essa estratégia funciona porque hoje o Irã acredita que “existem 15 formas diferentes pelas quais poderíamos atacá-los com tropas terrestres” e "elas existem", acrescentou o secretário, que insistiu que "se fosse necessário" poderiam "executar essas opções".
"Talvez as negociações deem certo, ou talvez haja uma abordagem diferente. O segredo está em ser imprevisível e, certamente, não permitir que ninguém saiba o que se está disposto a fazer ou a deixar de fazer", afirmou.
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, no entanto, advertiu que o presidente, Donald Trump, "assimilou profundamente as lições do Iraque e do Afeganistão" e garantiu que "não vai repetir esses erros".
Já se passou um mês desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, e os EUA aumentaram sua presença militar no Oriente Médio, com o envio de cerca de 50 mil soldados e supostos planos do Pentágono para uma incursão terrestre no Irã, segundo informações vazadas para a mídia norte-americana.
De acordo com o jornal The Washington Post, não se trataria de uma "invasão em grande escala", mas de uma série de operações cirúrgicas com duração de várias semanas, que empregariam uma combinação de forças de operações especiais e tropas convencionais para enfraquecer as capacidades iranianas no terreno.
jps (EFE)
Mais de 200 mil pessoas fugiram do Líbano para a Síria
Desde o início da invasão israelense no sul do Líbano, no começo de março, mais de 200 mil pessoas deixaram o país rumo à Síria, segundo a ONU.
Quase 180 mil são sírios que originalmente haviam fugido da guerra civil em seu país para o Líbano e que agora estão voltando diante da intensificação do novo conflito, segundo a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).
Outros 28 mil são libaneses, que fugiram dos ataques no sul do país e que também cruzaram a fronteira em busca de maior segurança.
Jps (ots)
Comissão parlamentar iraniana aprova projeto para cobrar pedágio em Ormuz
A Comissão de Segurança Nacional do Parlamento do Irã aprovou um projeto de lei que estabelece o pagamento de pedágios no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo mundial, e proíbe o trânsito de embarcações dos Estados Unidos e de Israel, segundo informou nesta terça-feira a agência de notícias Fars.
O texto não detalha a quanto chegariam os pedágios no estreito, mas a agência “Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, afirmou que poderia se tratar de um pagamento de 2 milhões de dólares por navio ou um sistema baseado na carga de cada embarcação, como ocorre no Canal de Suez.
A Tasnim estima que a república islâmica poderia obter cerca de 100 bilhões de dólares anuais por meio desses pedágios, uma quantia superior às receitas das vendas de seu petróleo, estimadas em cerca de 80 bilhões de dólares.
A nova legislação deverá ser aprovada pelo Parlamento e, posteriormente, pelo Conselho dos Guardiães – órgão que pode vetar as decisões da assembleia – para entrar em vigor.
O projeto consiste em quatro partes: segurança marítima; cobrança de taxas por poluição ambiental; cobrança por serviços de praticagem e a criação de um fundo para o desenvolvimento regional.
O Irã mantém o Estreito de Ormuz bloqueado "para seus inimigos" desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o país em 28 de fevereiro. Desde então, está permitindo apenas a passagem de petroleiros do que considera países amigos, como Tailândia e Índia.
Dados da consultoria S&P Global Market Intelligence indicam que, no último mês, cerca de 150 navios transitaram pelo estreito, enquanto, antes da guerra, esse era o número de embarcações que passava pela via diariamente.
Este fechamento elevou o preço do petróleo, dado que o estreito é fundamental para o comércio energético global, motivo pelo qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu que o Irã reabra a passagem, algo a que a república islâmica se recusou até o momento.
md (EFE, ots)
Apoio de judeus israelenses à guerra contra Irã cai de 93% para 78%
O apoio dos judeus israelenses à guerra contra o Irã caiu de 93%, na primeira semana do conflito, para 78%, segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto da Democracia de Israel (IDI).
A sondagem, publicada segunda-feira e com recurso a questionários telefónicos e via Internet, entre 22 e 26 de março, indicou ainda assim que mais de três quartos dos judeus israelenses continuam a apoiar à ofensiva militar conjunta com os Estados Unidos, iniciada em 28 de fevereiro.
Por sua vez, somente 19% dos árabes israelenses declararam apoiar a guerra contra o Irã, face a uma aprovação de 26% entre 2 e 3 de março.
A oposição ao conflito também aumentou de 4% para 11,5% entre os judeus israelenses, enquanto 71% da população árabe de Israel condena as ações militares, face a uma porcentagem inicial de 60%.
Em relação ao motivo que levou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a tomar a decisão de atacar o Irã, a maioria dos judeus inquiridos (62%) crê que o chefe do de governo teve em conta "principalmente, questões estratégicas de segurança".
Já os árabes (55%) consideram que Netanyahu teve como principal motivação aspetos "pessoais e políticos", opinião também partilhada por 54,5% dos judeus que se descrevem como de esquerda no espetro partidário.
jps (Lusa)
ONU: Guerra no Irã pode levar 4 milhões à pobreza nos países árabes
O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) calcula que a guerra no Oriente Médio pode subtrair das economias dos países árabes entre 3,7% e 6% de seu Produto Interno Bruto (PIB) conjunto e empurrar quatro milhões de pessoas para a pobreza.
As perdas podem chegar a 194 bilhões de dólares, o que supera o crescimento acumulado do PIB regional alcançado em 2025, indicou o escritório regional da agência da ONU em um relatório preliminar publicado nesta terça-feira.
Por outro lado, o desemprego aumentará até 4 pontos percentuais, o que representa uma perda de 3,6 milhões de empregos – número superior ao total de postos de trabalho criados na região em 2025 -, acrescenta o relatório, intitulado Escalada militar no Oriente Médio: implicações econômicas e sociais para a região dos Estados árabes.
Este retrocesso pode empurrar quatro milhões de pessoas para a pobreza, sendo a zona do Levante (Iraque, Líbano, Jordânia, Palestina e Síria) a mais afetada, onde a pobreza aumentaria 5%, atingindo cerca de 3,3 milhões de pessoas, segundo as previsões do organismo.
De fato, o Levante, onde ocorre também uma grave escalada militar israelense no Líbano iniciada dois dias após a guerra no Irã, absorverá 75% do aumento total da pobreza na região.
Como indicou o PNUD, os resultados destacam que os impactos não são uniformes e variam significativamente em toda a região, devido às características estruturais de suas principais sub-regiões.
As estimativas sugerem que as maiores perdas macroeconômicas se concentram no Conselho de Cooperação do Golfo (Bahrein, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos) e no Levante, onde a elevada exposição às perturbações comerciais e à volatilidade dos mercados energéticos provoca quedas importantes na produção, no investimento e no comércio.
Por outro lado, espera-se que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) diminua em toda a região aproximadamente entre 0,2% e 0,4%, o que equivale a um retrocesso de cerca de meio ano a quase um ano no progresso do desenvolvimento humano.
O diretor do escritório regional do PNUD, Abdallah Al Dardari, afirmou no relatório que esta crise "faz soar os alarmes para que os países da região reavaliem de maneira fundamental suas decisões estratégicas em matéria de políticas fiscais, setoriais e sociais".
Além disso, avaliou as descobertas como "importantes" e "urgentes" para "reforçar a cooperação regional para diversificar as economias, indo além da dependência do crescimento impulsionado pelos hidrocarbonetos".
md (EFE, ots)
Israel diz que vai manter ocupação de quase 10% do território do Líbano
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, disse nesta terça-feira que seu país controlará o sul do Líbano até o rio Litani, o que equivale a cerca de 8% da extensão do território libanês.
"Ao final da operação, as Forças de Defesa de Israel estabelecerão uma zona de segurança dentro do Líbano – uma linha defensiva contra mísseis antitanque – e assumirão o controle de segurança de toda a área até o Litani", detalhou Katz.
Além disso, o ministro reiterou que as centenas de milhares de deslocados do sul do Líbano não poderão retornar às suas casas "até que se garanta a segurança" dos habitantes do norte de Israel e que "todas as residências nas aldeias próximas à fronteira" serão demolidas seguindo o modelo da Faixa de Gaza.
Especificamente, Katz disse que o "modus operandi" será o mesmo aplicado nas cidades de Rafah e Beit Hanoun, nos extremos sul e norte da Faixa, respectivamente, arrasadas por Israel nestes dois anos de ofensiva por terra, mar e ar. Ambas permanecem agora sob controle militar israelense.
"Estamos decididos a separar o Líbano da influência iraniana, a erradicar a ameaça representada pelo Hezbollah e a mudar definitivamente a situação no Líbano com uma presença de segurança", acrescentou o ministro, assim como ocorre "na Síria e em Gaza"
md (EFE, ots)
Israel investiga autoria de ataques que mataram 3 capacetes azuis no Líbano
As Forças de Defesa de Israel (FDI) disseram nesta terça-feira que estão investigando os ataques que mataram três capacetes azuis da missão de paz da ONU no Líbano (Unifil) e garantiram estar apurando as circunstâncias para "determinar se foram consequência da atividade do Hezbollah ou das FDI".
"Cabe notar que o fato ocorreu em uma zona de combate ativa. Portanto, não se deve assumir que os incidentes nos quais soldados da Unifil ficaram feridos foram causados pelas FDI", escreveu o Exército israelense no Telegram, após assegurar que a instituição "não opera contra a Unifil, as Forças Armadas libanesas nem o povo do Líbano".
A missão de paz da ONU no Líbano anunciou na véspera que dois de seus membros morreram nesta segunda-feira devido a uma explosão enquanto viajavam em um veículo pelo sul do Líbano, o que eleva para três o número de capacetes azuis mortos em 24 horas.
A ministra da Defesa da Espanha, Margarita Robles, já havia adiantado horas antes que um comboio da Unifil tinha sido atacado em Bani Hayyan e que a ação tinha causado a morte de um capacete azul indonésio, número que a missão elevou depois para dois mortos no local, parte de um setor sob comando espanhol.
O incidente em Bani Hayyan foi o segundo caso fatal ocorrido em apenas 24 horas, depois que outro militar indonésio perdeu a vida no domingo pela explosão de um projétil em uma posição da Unifil perto da localidade de Aadchit al Qusayr, também no sul do país.
O governo indonésio confirmou nesta terça-feira que os três mortos são naturais do país e acrescentou que, além disso, há vários feridos.
O sul do Líbano está sendo alvo constante de bombardeios e de uma operação terrestre por parte de Israel, que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou expandir.
O governante israelense pediu a ampliação da chamada "zona de segurança" no sul libanês, em referência ao território que o Exército invadiu buscando o deslocamento da população para o norte do rio Zahrani.
Segundo o último balanço oficial, a ofensiva israelense contra o Líbano já matou 1.247 pessoas e feriu outras 3.680.
md (EFE, ots)
Pequim confirma que 3 navios chineses cruzaram o Estreito de Ormuz recentemente
O governo da China confirmou nesta terça-feira que três navios do país asiático conseguiram atravessar "recentemente" o Estreito de Ormuz, em um sinal de alívio parcial para o trânsito na via estratégica, que se encontra bloqueada de fato pelo Irã.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, declarou em entrevista coletiva que, "após coordenação com as partes pertinentes, três navios chineses transitaram recentemente pelo Estreito de Ormuz".
Mao afirmou que a China "agradece a assistência proporcionada pelas partes envolvidas" e sublinhou a importância estratégica dessa via marítima para o comércio internacional.
"O Estreito de Ormuz e suas águas adjacentes são uma importante rota internacional para o comércio de mercadorias e energia", acrescentou a porta-voz, ao mesmo tempo em que pediu "um cessar-fogo o mais rápido possível" e a restauração da "paz e estabilidade no Golfo Pérsico".
As declarações de Mao ocorrem após dados do portal de rastreamento marítimo MarineTraffic indicarem que os cargueiros da Cosco "Indian Ocean" e "Arctic Ocean", bem como o "Mac Hope", um navio de bandeira panamenha declarado como de propriedade e tripulação chinesas, cruzaram a via na segunda-feira e já se posicionaram a leste de Ormuz.
Segundo a imprensa chinesa, os dois cargueiros da Cosco transportavam contêineres majoritariamente vazios e estavam retidos no Golfo Pérsico desde o final de fevereiro, quando começaram os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e a posterior resposta de Teerã.
Os relatórios apontavam que ambos os navios haviam tentado atravessar o estreito na última sexta-feira, mas tiveram que recuar depois que a Guarda Revolucionária iraniana negou a passagem, de acordo com informações da consultoria Lloyd's List Intelligence.
A confirmação oficial chinesa chega dias após a Cosco anunciar a retomada da aceitação de novas reservas de contêineres comuns com destino a vários países do Oriente Médio, embora tenha alertado na ocasião sobre a "volatilidade" regional e que os custos, a programação e as condições de transporte seguiam "sujeitos a alterações".
A passagem por Ormuz é especialmente sensível para a China, dado que cerca de 45% de suas importações energéticas transitam por essa via.
A alteração do tráfego marítimo e o encarecimento do petróleo já tiveram efeitos no mercado interno chinês, onde os combustíveis registraram recentemente uma de suas maiores altas dos últimos anos, o que levou o regulador a intervir de forma excepcional para limitar o aumento.
md (EFE, ots)
Itália nega aos EUA o uso de base na Sicília para aviões envolvidos na guerra no Irã
O ministro da Defesa da Itália, Guido Crosetto, negou aos Estados Unidos o uso da base de Sigonella, na ilha da Sicília, por se tratar de aviões que estavam envolvidos na guerra no Irã, informou nesta terça-feira o jornal Corriere della Sera.
Na reportagem, o diário afirma que a recusa ocorreu há dias, sem especificar quando, e que foi mantida em segredo.
Foi o chefe do Estado-Maior, Luciano Portolano, quem ligou para o ministro da Defesa para informá-lo sobre o ocorrido e tomar uma decisão, já que o plano de voo de "alguns bombardeiros americanos" contemplava aterrissar em Sigonella e, em seguida, partir rumo ao Oriente Médio, acrescenta o jornal.
"As verificações iniciais confirmaram que não se trata de voos normais nem logísticos e, portanto, não estão incluídos no tratado com o nosso país", explicam.
A Itália e o próprio Crosetto garantiram em diversas ocasiões que não seria permitido o uso das bases americanas para operações de guerra, e o ministro assegurou que levaria ao Parlamento "qualquer operação que não esteja contemplada nos tratados e, portanto, exija autorização".
Naquele momento, explica o periódico, "foi Portolano diretamente, autorizado pelo ministro, quem informou o comando americano da decisão: não poderiam aterrissar em Sigonella porque não haviam recebido autorização e porque nenhuma consulta prévia havia sido realizada".
md (EFE, Reuters)
Israel diz que 4 de seus soldados morreram no front do Líbano
O Exército israelense comunicou no Telegram os nomes de três das vítimas, cujas famílias já foram notificadas: o capitão Noam Madmoni e os sargentos Ben Cohen e Maxsim Entis, enquanto o entorno do quarto morto não autorizou a publicação de seu nome.
Além disso, um soldado ficou gravemente ferido e um reservista sofreu ferimentos moderados no incidente, do qual não foram divulgados mais dados. Os feridos foram levados a um hospital para receber atendimento médico.
Israel mantém uma intensa campanha de bombardeios principalmente contra o sul e o leste do Líbano, bem como os arredores de Beirute, enquanto desenvolve uma operação terrestre na região mais meridional de seu território.
Ali, Israel enfrenta o grupo xiita Hezbollah, entre crescentes indícios de que estaria buscando ocupar a longo prazo a faixa fronteiriça do país vizinho, cenário de confrontos quase diários no âmbito da expansão da guerra do Estado judeu e dos Estados Unidos contra o Irã.
O movimento libanês pró-Irã enfrenta Israel desde o último dia 2 de março, em sua segunda guerra em apenas um ano e meio. Segundo a última contagem oficial, a ofensiva israelense contra o Líbano matou 1.247 pessoas e feriu 3.680.
Neste contexto, Israel disse nesta terça-feira que investiga a morte de três capacetes azuis indonésios no Líbano, após dois ataques em apenas 24 horas contra o contingente da missão de paz das Nações Unidas no país (Unifil), para determinar se foram "consequência" da atividade do Hezbollah ou das Forças de Defesa de Israel.
md (EFE, ots)