O governo de Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (18) que ampliou a lista de países cujos cidadãos, se quiserem viajar aos Estados Unidos, deverão depositar uma caução de 15 mil dólares (R$ 78 mil).
Essa medida, que se aplica aos vistos de negócios e turismo (ou seja, não a imigrantes), já afeta 38 países e será estendida a outros doze – entre eles Nicarágua e Granada – a partir de 2 de abril, informou o Departamento de Estado.
O programa foi lançado no ano passado com o objetivo de conter as permanências além do período autorizado, como parte da ampla ofensiva de Trump contra a imigração ilegal.
A caução é devolvida se o titular do visto retornar ao seu país dentro do prazo estabelecido ou se, no final, não viajar.
Deportar um imigrante ilegal custa ao contribuinte americano, em média, 18 mil dólares (R$ 94 mil), segundo o Departamento de Estado.
Além de Nicarágua e Granada, foram incorporados ao programa Camboja, Etiópia, Geórgia, Lesoto, Maurício, Mongólia, Moçambique, Papua-Nova Guiné, Seychelles e Tunísia.
Da América, já haviam sido incluídos Venezuela e os países caribenhos Antígua e Barbuda, Cuba e Dominica.
Entre os outros 38 iniciais, a grande maioria está na África (Benim, Botsuana, Burundi, Cabo Verde, República Centro-Africana, Costa do Marfim, Djibuti, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Lesoto, Maláui, Maurício, Mauritânia, Moçambique, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Seychelles, Tanzânia, Togo, Uganda, Zâmbia, Zimbábue e Tunísia).
Da Ásia, Eurásia e Oceania constam Camboja, Bangladesh, Butão, Geórgia, Mongólia, Nepal, Quirguistão, Tajiquistão e Turcomenistão, além de Fiji, Papua-Nova Guiné, Tonga, Tuvalu e Vanuatu.
Em janeiro, os Estados Unidos congelaram em 75 países os trâmites de vistos de imigrante, destinados às pessoas que pretendem residir no país de forma permanente.
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