EUA e Venezuela concordam em restabelecer relações diplomáticas

WASHINGTON, 6 MAR (ANSA) – Os Estados Unidos e as autoridades interinas da Venezuela “concordaram em restabelecer as relações diplomáticas e consulares”, informou o Departamento de Estado norte-americano nesta quinta-feira (5).   

Em comunicado, o governo do presidente Donald Trump afirmou que a medida “facilitará os esforços conjuntos para promover a estabilidade, apoiar a recuperação econômica e a reconciliação política na Venezuela”.   

Segundo a nota, Washington pretende “ajudar o povo venezuelano a avançar por meio de um processo gradual que crie as condições para uma transição pacífica para um governo democraticamente eleito”.   

O governo norte-americano também reafirmou seu compromisso com o povo venezuelano e com o trabalho conjunto com parceiros regionais para promover estabilidade e prosperidade.   

Nos últimos meses, após uma fase de contatos exploratórios e missões diplomáticas preliminares, Washington e Caracas iniciaram negociações para reabrir suas representações e restabelecer canais oficiais de cooperação.   

A retomada formal das relações também foi confirmada pelo governo venezuelano, liderado pela presidente interina Delcy Rodríguez.   

Em comunicado, Caracas afirmou que a decisão foi tomada “após o diálogo diplomático estabelecido com as autoridades dos Estados Unidos da América” e que “ambos os governos decidiram restabelecer suas relações diplomáticas e consulares”, interrompidas em 2019.   

O governo venezuelano declarou ainda que pretende “avançar para uma nova etapa de diálogo construtivo, baseada no respeito mútuo, na igualdade soberana dos Estados e na cooperação entre nossos povos”.   

Segundo a nota, a reaproximação pode ajudar a “abrir oportunidades para uma relação positiva e mutuamente benéfica”.   

A declaração também ressaltou que a medida faz parte do diálogo político interno com o objetivo de “fortalecer a convivência, a paz e o entendimento nacional”, recordando a esperança de relações de “amizade e bom entendimento” com os Estados Unidos expressa por Simón Bolívar há mais de dois séculos. (ANSA).